terça-feira, 1 de maio de 2018

ISTs (SÍFILIS): MEDIDAS DE PREVENÇÃO E TRATAMENTO!

Boa tarde Profissionais e demais leitores!!!

Tudo bem com vocês?

Hoje, nosso tema terá como foco ISTs (Infecção sexualmente transmissível) com enfase sobre sífilis. A doença sexualmente transmissível é um termo para descrever doenças adquiridas por meio de contato sexual com uma pessoa infectada. Essas doenças tem graves consequências para a saúde; representam ônus financeiro estimado em até 17 bilhões de dólares por ano (BRUNNER & SUDDATH, 2016).

Em geral, os clientes acometidos com sintomas de infecção sexualmente transmissível frequentemente relutam em procurar assistência médica em um momento oportuno. Dependendo do tipo de doença que estamos falando, as ISTs podem evoluir sem sintomas, e qualquer retardo no diagnóstico e no tratamento é potencialmente prejudicial, visto que o risco de complicações para o indivíduo infectado aumenta com o decorrer do tempo.

FISIOPATOLOGIA DAS ISTs:

As portas de entrada dos microrganismos que causam IST e os locais de infecção incluem a pele e o revestimento mucoso da uretra, colo do útero, vagina, reto e orofaringe. As ISTs podem ser adquiridas in útero, a partir da mãe infectada. Os sintomas são variáveis, dependendo do microrganismo infectante, e podem simular outros diagnósticos.

Vamos ao que interessa para o tema de hoje! Sabendo de tudo isso vamos falar sobre a SÍFILIS!

A sífilis é uma doença infecciosa aguda e crônica causada pela espiroqueta Treponema Pallidum. Os estágios primário, secundário e terciário refletem o intervalo de tempo entre a infecção e as manifestações clínicas observadas nesse período. Esses estágios constituem a base para as decisões de tratamento.
• A sífilis primária ocorre em 2 a 3 semanas após a inoculação inicial. Surge uma lesão indolor no local de infecção, denominada cancro, que habitualmente desaparece em 3 a 12 semanas.
• A sífilis secundária ocorre quando a disseminação hematogênica dos microrganismos a partir do cancro original leva a uma infecção generalizada. O exantema da sífilis secundária surge cerca de 2 a 8 semanas após o cancro e acomete o tronco e os membros, incluindo as palmas das mãos e a planta dos pés. Os sinais generalizados de infecção podem incluir linfadenopatia, artrite, meningite, queda dos cabelos, febre, mal-estar e perda de peso.
• A sífilis terciária é o estágio final da história natural da doença. Entre 20% e 40% dos indivíduos acometidos não apresentam sintomas. A sífilis terciária manifesta-se na forma de uma doença inflamatória lentamente progressiva, com potencial de acometer múltiplos órgãos. As manifestações mais comuns nesse nível consistem em aortite e neurossífilis, conforme evidenciado pela ocorrência de demência, psicose, paresia, acidente vascular encefálico ou meningite.


ACHADOS DIAGNÓSTICOS:

• História clínica e exame físico completo;
• Avaliações laboratoriais são importantes;
• Identificação direta do espiroqueta obtido de um cancro;
• Testes sorológicos, como testes não treponêmicos ou de reagina (VDRL), ou o teste em cartão da reagina plasmática rápida (RPR-CT); teste do anticorpo antitreponêmico fluorescente (FTA-ABS) e o teste de micro-hematoglutinação (MHA-TP);

TRATAMENTO CLÍNICO:

• Antibioticoterapia em todos os estágios da doença;
• Para sífilis inicial com menos de 1 ano de duração, o método terapêutico é a administração intramuscular em dose única da Penicilina G benzatina; Pode ser substituído pela doxiciclina se o cliente for alérgico á penicilina;
• A sífilis latente tardia ou a sífilis latente de duração desconhecida deve ser tratada com três injeções de antibiótico, a intervalo de 1 semana;

PREVENÇÃO CONTRA SÍFILIS

• Utilizar preservativos da maneira correta para formar uma barreira protetora contra a transmissão de microrganismo;
Realizar a higiene íntima antes e depois do ato sexual;
Orientar a população mais carente sobre métodos contraceptivos e auxiliar na educação sexual;
Evitar múltiplos parceiros sexuais, pois pode ser um risco muito grande de transmissão de doenças;
Reunir grupos de discussão sobre ideias para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
Procurar ajuda da equipe de saúde, sempre que necessário;
Realizar exames periódicos de saúde para monitorar o seu estado de saúde;

segunda-feira, 30 de abril de 2018

INFLUENZA: MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE!

Boa noite MEU PÚBLICO!!!!

Tudo bem com vocês?

O tema de hoje é bastante comentado em todo o Brasil, e acredito que no mundo todo também esteja sendo comentado, sobre esse problema que afeta milhões de pessoas, e que todo mundo conhece pelo nome, a nossa famosa INFLUENZA. Apesar de ser uma doença "famosinha", ela possui peculiaridades que muita gente desconhece e que é facilmente prevenível, como vamos ver mais a frente! 

A influenza é uma doença viral aguda que causa epidemias mundiais a cada 2 a 3 anos e que apresenta um grau de gravidade altamente variável. O termo infecção das vias respiratórias superiores (IVRS) é usado quando o agente etiológico é o vírus influenza. (a gripe). 

O vírus dissemina-se facilmente de um hospedeiro para o outro por meio de exposição a gotículas por intermédio de tosse, espirro ou secreções nasais. O vírus é eliminado por cerca de 2 dias antes do aparecimento dos sintomas e durante a primeira parte da fase sintomática. 


A infecção prévia pelo vírus influenza não garante nenhuma proteção contra uma exposição futura. A mortalidade é, provavelmente, atribuível á pneumonia associada (pneumonia viral ou bacteriana sobreposta) e ás exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e redução da função pulmonar.


PREVENÇÃO:

• Vacinação anual contra influenza para todas as pessoas a partir de 06 meses de idade (particularmente indivíduos com alto risco de complicações da influenza, como idosos, crianças e gestantes);
• Manter o ambiente sempre aberto e arejado;
• Lavagem das mãos frequente;
• Evitar aproximar-se de pessoas com sintomas de gripe;
• Abrir janelas de ônibus, sempre que estiverem fechadas;
• Evitar transmitir perdigotos (espirrar no lenço e descarta-lo, espirrar nas mãos e lava-los, evitar espirrar em lugares públicos);
• Aumentar a ingestão de líquidos orais;
• Realizar exercícios aeróbicos de baixa intensidade para criar resistência as mudanças climáticas (natação);
• Procurar ajuda de um médico ou enfermeiro sempre que sentir necessário;

OBS: ESSAS MEDIDAS SÃO IMPORTANTES PARA UMA BOA PREVENÇÃO DE DOENÇAS COMO A DO VÍRUS DA INFLUENZA. O QUE DEVEMOS FAZER É COMPARTILHAR ESSAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS!

Então é isso pessoal, conteúdo bem básico e fundamental para a prevenção de doenças. O livro que utilizei como referência é o manual de enfermagem médico-cirúrgico do BRUNNER & SUDDATH (2016). Então a explicação é bem atualizada e de fácil compreensão para todos, sejam profissionais ou leigos! 

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sexta-feira, 27 de abril de 2018

DOENÇA DE PARKINSON E A ENFERMAGEM: INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS

Bom dia PROFISSIONAIS da SAÚDE!!!!!

Tudo bem com vocês???

Hoje eu estou muito feliz, pois acordei de manhã e fui no sites de ranking de Blogs, e o nosso espaço de enfermagem está em 10º lugar no Ranking de Blog da saúde. Fico muito agradecido pela audiência do blog. E como de costume, vou falar sobre o processo saúde-doença dos clientes acometidos por patologia, mas não é qualquer patologia: Hoje abordaremos a DOENÇA DE PARKINSON!


A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico degenerativo e lentamente progressivo, que afeta os centros cerebrais responsáveis pelo controle e pela regulação do movimento. A forma degenerativa ou idiopática da doença de Parkinson é a mais comum; existe também uma forma secundária com causa conhecida ou suspeita. Na maioria dos casos, a etiologia da doença é desconhecida. No entanto, as pesquisas sugerem diversos fatores causais (p. ex, genética, aterosclerose, infecções virais e traumatismo cranioencefálico). A doença geralmente aparece pela primeira vez na quinta década de vida, e constitui a quartqa doença neurodegenerativa mais comum.


FISIOPATOLOGIA:

A doença de Parkinson está associada a níveis diminuídos de dopamina, em consequência da destruição das células neuronais pigmentadas na substância nigra localizada na região dos núcleos da base do encéfalo. A perda das reservas de dopamina nessa área do encéfalo resulta em mais neurotransmissores excitatórios que inibitórios, levando a um desequilíbrio que afeta o movimento voluntário. A degeneração celular causa comprometimento dos tratos extrapiramidais que controlam as funções semiautomáticas e os movimentos coordenados. As células motoras do córtex motor e os tratos piramidais são afetados. O estresse oxidativo e o acúmulo de proteínas podem contribuir para a morte neuronal.


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

• Tremores em repouso manifestam-se como movimentos unilaterais e lentos do antebraço e da mão e movimento do polegar contra os dedos, como se o cliente estivesse rolando pílulas. Os tremores em repouso aumentam com a concentração e a ansiedade;
• Rigidez muscular;
• Comprometimento do movimento: a bradicinesia;
• Perdas dos reflexos posturais, marcha arrastada e perda do equilíbrio;
• Outros sintomas: sudorese excessiva, rubor paroxístico, hipotensão ortostática, retenção gástrica e urinária, constipação intestinal e disfunção sexual. Alterações psiquiátricas (depressão, demência, delírio e alucinações). Micrografia (escrita em tamanho pequeno), hipocinesia (movimento diminuído), disfonia (fala arrastada, pastosa, baixa e menos audível).


ACHADOS DIAGNÓSTICOS:

História clínica e exame físico;
• Tomografia por emissão de pósitrons (PET) e tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT);
• Resposta ao manejo farmacológico;


TRATAMENTO CLÍNICO:

 Levodopa constitui o agente mais efetivo e a base do tratamento; adiar o início da levodopa o máximo possível para evitar a síndrome de liga-desliga e outros efeitos adversos;
• Agentes anticolinérgicos, para o controle dos tremores e da rigidez;
• Cloridrato de amantadina, um agente antiviral, para reduzir a rigidez, os tremores e a bradicinesia;
• Agonistas da dopamina (pergolida, mesilato de bromocriptina, ropirinol e pramipexol);
• Inibidores da monoamina oxidase (IMAO), para amenizar a degradação da dopamina;
• Inibidores da catecol-O-metiltransferase (COMT), para reduzir as flutuações motoras;
• Medicamentos antidepressivos (tricíclicos, inibidores da recaptação de serotonina);
• Anti-histamínicos, para reduzir os tremores.

TRATAMENTO CIRÚRGICO:

• Estimulação encefálica profunda (EEP) por meio de eletrodos implantados pode ajudar a estimular a liberação de dopamina e bloquear a produção de acetilcolina nas vias nervosas do encéfalo que causam tremores;
• As cirurgias para destruir parte do tálamo (talamotomia e palidotomia estereotáxicas) para interromper vias nervosas são raramente utilizadas na prática atual;
• Transplante de células neurais de tecido fetal de origem humana ou animal, a fim de restabelecer a liberação normal de dopamina, ainda está em fase de pesquisa;



DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM 

• Mobilidade física prejudicada, relacionada com rigidez muscular e fraqueza motora;
• Deficit do autocuidado (alimentar-se, beber, vestir-se, fazer higiene), relacionados com os tremores e o distúrbio motor;
• Constipação intestinal, relacionada com a medicação e a redução da atividade;
• Nutrição desequilibrada, menor do que as necessidades corporais, relacionada com os tremores, a lentidão durante a alimentação, dificuldade de mastigação e a deglutição;
• Comunicação verbal prejudicada, relacionada com a diminuição do volume da fala, dificuldade de mover os músculos faciais e lentidão da fala;

OBS: CADA PACIENTE PODE POSSUIR UM DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM DIFERENTE. CABE AO ENFERMEIRO AVALIAR, REALIZAR O EXAME FÍSICO E HISTÓRIA CLÍNICA PARA DEFINIR O DIAGNÓSTICO CERTO.

PRESCRIÇÃO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM

• Administrar medicamentos, conforme a prescrição médica;
• Realizar o aprazamento das medicações, conforme a necessidade do cliente;
• Planejar juntamente com o cliente, programa progressivo de exercícios diários;
• Incentivar os exercícios posturais para combater á tendência da cabeça e do pescoço a ficar inclinados para a frente e para baixo;
• Incentivar exercícios para mobilidade das articulações;
• Incentivar, orientar e fornecer apoio nas atividades diárias;
• Aumentar o consumo de líquidos; 
• Consumir alimentos com conteúdo moderado de fibras;
• Fornecer uma dieta semissólida com líquidos espessos, que são mais fáceis de deglutir;
• Promover a deglutição e evitar a aspiração, ensinando o cliente a sentar-se ereto durante as refeições;
• Monitorar semanalmente o peso do cliente;
• Encaminha-lo para o nutricionista para definir as necessidades nutricionais do cliente;
• Encaminha-lo para o fisioterapeuta, para definir os melhores exercícios para o cliente;
• Encaminha-lo ao médico, para avaliar a progressão da doença e definir condutas terapêuticas adequadas;
• Auxiliar o médico na avaliação dos medicamentos prescritos;
• Auxiliar o cliente nas atividades de higiene, movimentação, alimentação e medicação;



Existem muitos outros cuidados, isso vai variar de cliente para cliente. Espero que tenham gostado! 

Até a próxima...

quinta-feira, 26 de abril de 2018

ALZHEIMER E A ENFERMAGEM: PRINCIPAIS DIAGNÓSTICOS E PRESCRIÇÕES DE CUIDADOS!

Boa tarde PROFISSIONAIS de SAÚDE!

Tudo bem com vocês?

Hoje vamos apresentar para vocês, uma doença muito conhecidas por milhões de pessoas e que afetam milhares de famílias pelo mundo. Essa doença é bem comum, para ser mais sincero, essa doença é a quinta causa principal de morte de indivíduos idosos (BRUNNER & SUDDATH, 2016). Como  o próprio título nos diz, estamos falando da DOENÇA DE ALZHEIMER.


A doença de Alzheimer é um dos tipos mais comuns de demência, e trata-se de uma doença neurológica degenerativa progressiva e irreversível, que começa de modo insidioso e que se caracteriza por perdas graduais da função cognitiva e por distúrbios no comportamento e afeto. É importante assinalar que o Alzheimer não constitui parte normal do processo de envelhecimento (BRUNNER & SUDDATH, 2016).

Embora a maior situação de risco para o Alzheimer seja a idade crescente, muitos fatores ambientais, nutricionais e inflamatórios também podem determinar se uma pessoa irá sofrer dessa doença cognitiva. O Alzheimer é um distúrbio cerebral complexo, causado por uma combinação de diversos fatores que podem incluir genética, alterações de neurotransmissores, anormalidades vasculares, hormônios de estresse, alterações circadianas, traumatismo cranioencefálico e presença de transtornos convulsivos. (BRUNNER & SUDDATH, 2016).

O Alzheimer se classifica em dois tipos: Familiar ou de início precoce, e a doença de Alzheimer esporádica ou de início tardio.

FISIOPATOLOGIA

Em clientes com DA (doença de Alzheimer), são observadas alterações neuropatológicas e bioquímicas específicas. Essas alterações incluem emaranhados neurofibrilares e placas senis ou neuríticas. Ocorre lesão neuronal principalmente no córtex cerebral, resultando em diminuição do tamanho do encéfalo. 

São encontradas alterações semelhantes no tecido cerebral normal de idosos, porém em menor grau. As células que utilizam o neurotransmissor acetilcolina são afetadas principalmente pela DA. Em nível bioquímico, observa-se diminuição da enzima ativa na produção de acetilcolina, que está especificamente envolvida no processamento da memória.


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

• Esquecimento e perda de memória recente;
• A conversa torna-se difícil, e ocorrem dificuldades em encontrar as palavras;
• As capacidades de formular conceitos e de pensar de modo abstrato desaparecem;
• Comportamento impulsivo inapropriado;
• Alterações na personalidade são evidentes;
• Por fim, o cliente necessita de assistência para a maioria das atividades da vida diária (AVDs), incluindo alimentação e higiene íntima, devido ao desenvolvimento de disfagia e incontinência;
• O estágio terminal pode durar meses ou anos, durante os quais o cliente geralmente fica imóvel e necessita de cuidado total;
A morte costuma ocorrer em consequência das complicações de PNEUMONIA, DESNUTRIÇÃO ou DESIDRATAÇÃO.

ACHADOS DIAGNÓSTICOS:

• História Clínica e Exame físico;
• Tomografia Computadorizada;
• Ressonância Magnética;
• Eletroencefalografia (EEG);
• Exames complementares (hemograma completo, perfil bioquímico e níveis de vitamina B12 e hormônios tireoidianos) e exame do líquido cerebrospinal;



TRATAMENTO CLÍNICO:

• A principal meta consiste no controle dos sintomas cognitivos e comportamentais. Não existe nenhuma cura para a DA. Contudo, vários medicamentos foram introduzidos para retardar a sua progressão. 
• Para os sintomas leves a moderados, os inibidores da colinesterase (ICEs), como o cloridrato de donepezila, tartarato de rivastigmina, bromidrato de galantamina e tacrina, podem melhorar a capacidade cognitiva dentro de 6 a 12 meses de tratamento. Esses medicamentos aumentam a captação de acetilcolina no cérebro, mantendo as habilidades de memória por certo período de tempo. 
• A combinação com memantina também pode ser útil para os sintomas cognitivos leves a moderados.

DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM 

• Confusão crônica relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Risco de lesão relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Nutrição desequilibrada: menor do que as necessidades corporais, relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Intolerância á atividade, relacionada com o desequilíbrio no padrão de atividade-repouso;
• Déficit do autocuidado, banho e higiene íntima, alimentação, ação de vestir-se, relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Conhecimento deficiente relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Processos familiares interrompidos, relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Risco de incontinência urinária, relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Risco de integridade tissular cerebral diminuído;

OBS: Os diagnósticos de enfermagem podem alterar, dependendo da pessoa. Por isso, um exame físico detalhado e profundo deve ser realizado em cada paciente.

PRESCRIÇÃO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM

• Administrar medicamentos prescritos, conforme a solicitação médica;
• Proporcionar um ambiente calmo e previsível para reduzir ao mínimo a confusão e a desorientação do cliente;
• Limitar os estímulos ambientais e estabelecer uma rotina regular;
• Ajudar o cliente a ter uma sensação de segurança, falando com ele de maneira calma e agradável e fornecendo explicações claras e simples;
• Evitar quedas ou lesões removendo perigos óbvios;
• Proibir o cliente a conduzir veículos automotores e realizar outras atividades consideradas perigosas (fazer comida, tomar banho sozinha, etc);
• Cortar o alimento em pequenos pedaços para evitar a sufocação do cliente e converter os líquidos em gelatina para facilitar a deglutição;
•  Fornecer apoio emocional constante para reforçar uma autoimagem positiva;
• Auxiliar o cliente na alimentação, no banho e na higiene íntima, em vestir-se e apoia-lo sempre que possível;
• Realizar atividade lúdicas que melhorem a cognição do paciente;


PESSOAL: EXISTEM MUITO MAIS CUIDADOS DE ENFERMAGEM A SEREM FEITOS AO CLIENTE COM ALZHEIMER. OS CUIDADOS VÃO VARIAR DE PESSOA PARA PESSOA. COLOQUEI OS QUE EU ACHEI MAIS IMPORTANTES PARA PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E RECUPERAÇÃO DA SAÚDE. 


Até a próxima....

quarta-feira, 25 de abril de 2018

CUIDADOS PALIATIVOS: O VERDADEIRO CUIDADO!

Boa noite PROFISSIONAIS de SAÚDE!!!

Tudo bem com vocês?

Esta noite iremos abordar sobre um assunto muito pouco comentado entre a comunidade médica e de saúde em geral, que é a questão dos cuidados paliativos. O cuidado paliativo nada mais é do que os cuidados realizados ao paciente que não visa a cura de uma doença, mas promove uma melhor qualidade de vida, com poucos ou nenhum procedimento invasivo e incentivo ao bem estar deste paciente/família.

A enfermagem como ciência do cuidado, é autora principal e fundamental dos cuidados paliativos prestados ao paciente e sua família. Devemos entender o doente como um ser humano que foi afligido por uma patologia e que sofre diversas consequências ligadas direta ou indiretamente com essa doença. No contexto dos cuidados paliativos, o paciente deve ser cuidado em todo seu estado biopsicossociocultural e espiritual também. 


Devemos incentivar o cuidado paliativo durante o tratamento convencional, não só quando o tratamento não for eficaz. O erro de muitos profissionais da saúde é achar que os cuidados paliativos devem ser feitos depois que o tratamento clínico não surtiu efeito desejado, não produziu a cura. Infelizmente, muitos clientes com doenças graves não recebe o cuidado devido. A paliação visa a melhora da qualidade de vida, controle dos sinais e sintomas e um tratamento que vai além do corpo.


Eu falo com propriedade sobre esse assunto porque foi o tema que escolhi para realizar meu TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO na graduação. Estudei muito sobre o assunto a ponto de entender muito mais do que pessoas que já trabalham na área a anos. Entrevistei médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e os resultados que obtive ao longo desse processo foi de que os cuidados paliativos ainda é "mal vista" entre a comunidade de saúde, uma vez que a grande maioria tem pensamentos errôneos sobre o que é o cuidado paliativo e em que momento devemos incluir ele no processo de saúde-doença do paciente.


Então, neste assunto, vou relatar os principais métodos terapêuticos dentro do cuidado paliativo que visam a melhora da qualidade de vida, diminuição dos sinais e sintomas indesejáveis, e logo após, vou falar sobre como devemos observar o paciente. Vale lembrar aqui que todos esses métodos podem ser aplicados em qualquer momento da terapêutica clínica tradicional, independente do tipo de doença a ser combatida. A equipe deve avaliar, dentro das suas possibilidades, quais métodos podem ser feitos para a melhora da qualidade de vida de seus pacientes.

MÉTODOS TERAPÊUTICOS EM CUIDADOS PALIATIVOS

• Massagem terapêutica;
• Balneoterapia com água morna;
• Eletroterapia;
• Biofeedback;
• Cinesioterapia;
• Dieta livre (casos terminais da doença);
• Higiene e conforto do cliente;
• Meditação;
• Acupuntura e eletroacupuntura;
• Atenção espiritual e psicológico;
• Crioterapia;
• Musicoterapia;

Todos esses métodos são utilizados na prática clínica dos cuidados paliativos, e devem ser encorajado sempre que puder, e conforme a necessidade. Vale lembrar que não é só o enfermeiro que deve encorajar esse tratamento, mas sim, os fisioterapeutas e os médicos que também fazem parte do cuidado desse cliente. Além desses métodos, utilizamos o uso de antipiréticos, analgésicos e outros medicamentos que auxiliem nos cuidados paliativo. Cabe aos médicos decidirem quais medicamentos devem ser utilizados e cabe ao enfermeiro em que horário esses medicamentos devem ser consumidos.

COMO DEVEMOS OBSERVAR O PACIENTE ENFERMO?

A pessoa que adoece é um ser humano que possui necessidades a serem atendidas. Higiene, conforto, alimentação, eliminação, saúde espiritual e sexual, entre outros. Cabe a nós, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais de saúde, a observar esse cliente no seu todo, de caráter holístico, para que todos esses métodos terapêuticos dentro do cuidado paliativo, sejam bem sucedidos. 


Essa pessoa que adoece possui uma família que o ama. Devemos incluir a família dentro do contexto dos cuidados paliativos, oferecendo todo apoio psicossocial que a família merece. As vezes, só pelo fato de nós estarmos ouvindo os familiares a desabafar sobre todo o processo de saúde-doença de seu parente, isso conforta bastante e mostra que nós estamos interessados em cuidar de todos. Nas doenças terminais, não é só o paciente que está doente, mas quem o ama também está!

Até a próxima pessoal!

PROCESSO DIGESTIVO vs PROCESSO NUTRITIVO: COMO EMAGRECER!

Boa tarde Profissional de Saúde!!

Tudo bem com você?

Como de costume do nosso blog, sempre abordamos temas ligados a promoção, proteção e recuperação da saúde, além de prevenção e tratamento de doenças e agravos a saúde do indivíduo e/ou família. Dessa vez, para nosso tema, irei falar um pouco a respeito do processo digestivo do ser humano e do processo nutritivo que são duas coisas diferentes.



A referência para este tema veio de um livro de Nutrição aplicada a Enfermagem, da Professora Flávia Melo, é um livro bem interessante e explica de forma fácil e prática sobre nutrição clínica e coletiva. Dando seguimento ao nosso tema, a Enfermagem como ciência do cuidado, na saúde, tem uma visão holística do ser humano, estudando desde conceitos básicos da biologia até processos de saúde-doença do cliente.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa, vou abordar o que é o processo digestivo, com base nos avanços sobre o estudo do sistema digestório humano e iremos falar no final a importância do conhecimento desse processo para a saúde!

PROCESSO DIGESTIVO:

A digestão dos nutrientes é um processo dinâmico, em que várias reações químicas ocorrem simultaneamente, ou seja, é um processo onde todos os órgãos, tecidos e células envolvidas no processo digestório, atuam em conjunto. Cada um dos nutrientes possui enzimas específicas para sua digestão. Os carboidratos complexos, como o amido, inicialmente são hidrolisados pelas amilases salivar e pancreática, respectivamente na boca e no estômago. Já transformados em dissacarídeos, são hidrolisados pelas dissacaridases (sacarase, maltase e lactase) na mucosa intestinal até se transformarem em monossacarídeos. Sua digestão é simultânea á absorção. A absorção é ativa através da ação do hormônio insulina.

A digestão dos lipídeos inicia-se no estômago, pela ação da lipase gástrica. No intestino delgado eles são emulsificados pelos sais biliares, que os tornam mais acessíveis á ação da lipase pancreática. Após isso ocorre sua absorção, no intestino delgado.


A digestão das proteínas inicia-se no estômago, através da ação da pepsina secretada pela mucosa gástrica. A ação da pepsina é possibilitada pelo pH ácido do estômago, decorrente da presença de ácido clorídrico. No duodeno, ocorre sobre as proteínas a ação das enzimas tripsina, quimiotripsina e elastase. A absorção das proteínas consome energia e é feita no intestino delgado. A absorção de proteínas intactas é importante no processo de desenvolvimento de alergia alimentar.


PROCESSO NUTRITIVO:


É o processo pelo qual o alimento se torna disponível para o organismo. Existem inúmeros fatores que contribuem para que ocorram desvios neste processo, tais como:
• Fatores que prejudicam a disponibilidade de alimentos: produção e distribuição, armazenamento e transporte;
• Fatores que prejudicam a utilização dos alimentos: hábitos alimentares, dietas, condições de sanidade, poder aquisitivo, ciclo evolutivo;
• Fatores que prejudicam a absorção dos alimentos: patologias e distúrbios psíquicos;

QUAL A IMPORTÂNCIA DESSES CONHECIMENTOS?

Esse conhecimento se faz importante, pois, na nossa atualidade, a estética, o desejo de ter um corpo saudável e escultural se faz presente. As mulheres, principalmente, tem uma tendência a seguir modelos de corpo perfeito sem ao menos estudar todas as consequências que rodeiam este "exemplo magnífico de corpo". Devemos entender todo o processo digestivo para poder pensar em como nós vamos nos alimentar. 

Eu enquanto enfermeiro, tenho a obrigação de promover a saúde, ensinando as práticas de vida saudável que pode auxiliar as pessoas a ter uma vida saudável e inclusive mostrar os efeitos da alimentação no corpo. Hoje em dia, a obesidade é um problema mundial, considerada como doença, e a importância da educação em saúde pode fazer a diferença.

OBS: Evite inventar "dietas" para emagrecer sem ir ao nutricionista ou médico. Avaliem a necessidade de ser feita uma dieta para controle da saúde e emagrecimento e se consulte com um profissional da área. 
OBS 2: Confie nas dietas que tem comprovação científica, não siga anúncios sem saber a fundo sobre o produto ou conceito que eles estão se baseando. Estudem sobre todo o processo digestivo e processo nutritivo antes de seguir um "modelo perfeito". Cada pessoa tem um metabolismo diferente, cabe ao médico, enfermeiro, nutricionista ou qualquer outro profissional de nível superior, estuda-lo e dizer qual seu metabolismo.

PARA FINALIZAR...

Eu li alguns artigos sobre essa tal DIETA DE 21 DIAS, para saber mais a fundo sobre isso. Vi alguns vídeos de pessoas que disseram ter tido sucesso nesse método que foi criado pelo Dr. Rodolfo Aurélio (Naturopata). Ele ensina métodos e combinações de dieta que auxiliam a pessoa a emagrecer de forma segura e saudável. Ele criou um site para identificar eletronicamente, baseando-se em perguntas específicas, quanto de células inflamadas nós temos no corpo e qual a solução. Caso você queria saber mais, CLIQUE AQUI!

ABAIXO SEGUE VÍDEOS DE DEPOIMENTO SOBRE ESSA DIETA DE 21 DIAS

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: ESTUDE MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO PARA QUERER ALGO DESTE NÍVEL. SEGUE ABAIXO O PRÓPRIO DR. RODOLFO EXPLICANDO TODO O PROCESSO!



Até a próxima...


PRESSÃO INTRACRANIANA AUMENTADA: INTERVENÇÃO DE ALTA COMPLEXIDADE

Bom dia PROFISSIONAIS da Saúde!

Tudo bem com vocês?

Hoje irei abordar sobre PIC aumentada (Pressão Intracraniana) dentro do contexto da terapia intensiva, uma vez que, esse problema é muito comum dentro deste setor. A elevação da pressão intracraniana consiste em excesso de tecido cerebral, de sangue ou de líquido cerebrospinal (LCS) no crânio em determinado momento.

CONCEITO FISIOPATOLÓGICO: Em geral, o volume e a pressão desses três componentes estão em um estado de equilíbrio e compreendem, em seu conjunto, a PIC. Visto que há pouco espaço para expansão do tecido cerebral no crânio, o aumento de qualquer um desses componentes modifica o volume dos outros. Como de costume, a compensação é obtida pelo deslocamento ou desvio do LCS, aumento da absorção ou redução da produção de LCS, ou diminuição do volume sanguíneo cerebral. Sem essas alterações compensatórias, ocorre elevação da PIC. Embora a PIC elevada esteja mais comumente associada a traumatismo cranioencefálico, é possível observar elevação da pressão em consequência de tumores cerebrais, hemorragias subaracnóidea e encefalopatias tóxicas e virais. 


A elevação da PIC de qualquer etiologia diminui a perfusão cerebral, estimula a formação de mais edema e pode desviar o tecido cerebral. O resultado é a ocorrência de herniação, um evento extremamente grave e fatal. É de grande importância os profissionais de saúde terem conhecimento desse fato fisiopatológico para melhor abordagem terapêutica, uma vez que, sem essas informações, praticamente, iremos atirar no escuro.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Alteração do nível de consciência, alteração das respostas respiratórias e vasomotoras, letargia, agitação psicomotora, alentecimento da fala, confusão mental ou sonolência, tríade de Cushing (bradicardia, bradipneia e hipertensão), coma profundo e consequentemente, morte.


ACHADOS DIAGNÓSTICOS: Exame físico neurológico completo, tomografia computadorizada, ressonância magnética, angiografia cerebral, Doppler transcrâniano são os exames mais frequentes.



COMPLICAÇÕES: Herniação do tronco encefálico, resultando em anoxia cerebral irreversível e morte, Diabetes insípido.

INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA DE ALTA COMPLEXIDADE

• Administrar diurético osmótico, e possivelmente, corticosteroides;
• Aporte de líquidos restringidos;
• LCS drenado com cautela (evitar drenagem excessiva pois pode causar herniação e prolapso dos ventrículos cerebrais);
• Febre controlada com antipiréticos;
• Se não responder ao tratamento convencional, as demandas metabólicas celulares podem ser reduzidas pela administração de altas doses de barbitúricos ou de agentes paralisantes farmacológicos, como pancurônio;

INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM DE ALTA COMPLEXIDADE

• Discutir com o médico para posicionar o paciente em fowler ou supino;
• Realizar cateterismo vesical de demora e realizar o balanço hidreletrolítico;
• Avaliar sinais vitais de hora/hora e registrar no prontuário;
• Monitorar os sinais clínicos e o monitor multi parâmetros de hora/hora e registrar;
• Administrar os medicamentos prescritos pelo médico e observar resposta;
• Manter vias aéreas desobstruídas;
• Ofertar oxigênio antes e após a aspiração de vias aéreas;
• Desencorajar a tosse e a realização de esforço;
• Evitar rotação extrema e flexão do pescoço;
• Evitar flexão extrema do quadril, visto que provoca elevação da pressão intra-abdominal e intra-torácica, com consequente aumento da PIC;
• Manter acesso venoso salinizado;
• Assegurar a higiene oral cuidadosa e frequente, devido ao ressecamento da boca;
• Monitorar sinais de febre (pode indicar infecção e pode ser grave);
• Manter relação terapêutica entre todos os profissionais responsável pelo cuidado;



Então pessoal, tive como referência bibliografia o manual de Enfermagem Médico-Cirúrgica do Brunner & Suddath, alguns conceitos de intervenção de enfermagem foram por minha própria vontade e acredito que se todos esses cuidados forem feitos no paciente, a melhora clínica pode ser evidente. Estudem mais, se aprofundem e mantenham-se informados sobre novos conceitos! 

Até a próxima...

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