domingo, 2 de setembro de 2018

ERROS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS: COMO AGIR?

Boa noite Profissionais da saúde!!!!

Tudo bem com vocês??


Hoje a noite vou esquentar o clima aqui do nosso blog e iremos falar sobre erros na administração de medicamentos. A administração de medicamentos é uma prática rotineira na ENFERMAGEM, e que, por conta do estresse de trabalho, horas mal dormidas, plantões pesados, entre outros fatores, podem causar danos irreversíveis na integridade do paciente.

A administração de medicamentos é uma atribuição quase exclusiva da enfermagem, onde o enfermeiro supervisiona sua equipe durante a administração e o mesmo também executa essa prática. Nos diversos hospitais, por conta da crise, roubos, o número de pessoal de enfermagem geralmente é inferior em vista do que é preconizado, e isso gera insegurança para a equipe de saúde e o próprio cliente.
Vou ser bem breve nesse artigo, pois vou citar aqui os principais métodos para prevenir erros, que, se você profissional seguir, irá ter sucesso garantido na terapêutica e também pessoalmente. Os erros de medicamentos ocorrem até com quem tem doutorado, sendo assim, todos estão passíveis ao erro. Porém, se o profissional conhecer e souber executar as medidas preventivas, poderá diminuir absurdamente as chances de errar!!

Sendo assim, vamos ao que interessa! Segue em tópicos os métodos principais para prevenir erros:

• Execute a regra das 3 leituras (leitura da prescrição e da bula antes, durante o preparo e após a administração de medicamentos);
• Execute a regra dos 6 certos, segundo Potter & Perry (Paciente certo, medicamento certo, dose certa, hora certa, via certa e registro certo);
• JAMAIS administre um medicamento previamente preparado por outro profissional de saúde;
• Realize a técnica asséptica durante o preparo da administração de medicamentos;
• Evite conversas paralelas durante esse serviço, pois o desfecho final pode ser fatal;
• Administre apenas os medicamentos que você tenha conhecimento (Caso não conheça, solicite orientação de um enfermeiro experiente, médico ou farmacêutico);
• Execute a administração de medicamentos apenas se a prescrição for legível (caso não seja, solicite ao prescritor uma nova receita legível!);

Essas dicas são fundamentais e essenciais para prevenir erros possíveis. Porém, infelizmente, quando você realiza a administração de medicamentos numa dose acima do que foi prescrito por erros de cálculo, ou então administrou um medicamento que não era para ser administrado no paciente, confundiu as prescrições, NÃO SE DESESPERE!!!! SIGA ESSAS DICAS QUE VOU CITAR ABAIXO:

• Observe os sinais vitais do paciente de 10/10 minutos na primeira hora (atentar para pressão arterial, pulso e respiração);
• Em casos de sonolência e queda do padrão neurológico, COMUNICAR IMEDIATAMENTE A EQUIPE MÉDICA;
• Em casos de paradas cardíacas, realizar as compressões cardíacas e chamar a equipe de ressuscitação;
• Caso o cliente não tenha restrição de líquidos, ofertar uma quantidade maior de líquidos para eliminar o medicamento mais rápido ou realizar lavagem gástrica, conforme prescrição de enfermagem ou médica;
• Monitorar continuamente o padrão respiratório, frequência cardíaca e estado neurológico, por um período de 4 a 8 horas;
• EM TODOS OS ERROS, DEVE-SE COMUNICAR IMEDIATAMENTE O MÉDICO RESPONSÁVEL OU A EQUIPE PARA QUE AS MEDIDAS PREVENTIVAS DE COMPLICAÇÃO SEJA APLICADAS;
Então é isso pessoal, espero que tenham gostado dessa postagem, hoje resolvemos um problema que é muito sério e que precisamos sempre ter em mente o que fazer em casos de erros. ERROS ACONTECEM, não se sinta mal ou impotente, acontece até mesmo com os mais aplicados. E mantenha sempre seus estudos em dia. VOCÊ É PROFISSIONAL DE SAÚDE, deve estudar sempre, mesmo que esteja exausto. Lembre-se do juramento que fez! 

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Lucas Oliveira
Enfermeiro Geral
Pós-graduando em Enfermagem Intensiva de Alta Complexidade
Capacitado em Suporte básico e avançado de vida
Capacitado em formulações tópicas para tratamento de feridas crônicas

ENFERMAGEM x MEDICINA

Bom dia profissionais da saúde e caros leitores!!!

Tudo bem com vocês???

Estou motivado hoje a estar colocando este tema em pauta, pois vejo milhões de pessoas que infelizmente menosprezam outras profissões quando comparadas com a majestosa MEDICINA. Quero ressaltar aqui que o objetivo dessa postagem é unicamente explicar as diferenças dessas duas profissões e ACABAR de uma vez por todas com esse TABU de que ENFERMEIROS são subordinado a MÉDICOS ou vice-versa.

A Enfermagem e a Medicina sempre trabalharam juntas, desde a existência de ambas as profissões. E, antigamente, a Medicina era a unica profissão que estava bem desenvolvida nas suas atribuições, em vista, ou melhor, em comparação com a Enfermagem e outras profissões da saúde. A enfermagem, nessa época, era guiada por manuais criado por médicos para trabalhar numa espécie de "suporte do serviço médico", fato que muitos leigos tem essa ideia nos dias de hoje.

Antigamente, as mulheres não tinha voz, não tinha essa liberdade e essa autonomia que elas possuem nos dias atuais, isso foi um fator crucial para que os leigos de hoje em dia pensem que a enfermeira é subordinada aos médicos, e o pior de tudo: MUITOS MÉDICOS TRABALHAM COM ESSE PENSAMENTO, infelizmente de novo.

Conforme o tempo foi passando, as enfermeiras procuraram por si própria o conhecimento do corpo humano, o processo saúde-doença, foram se aprofundando nos estudos até que, vemos hoje, grandes enfermeiros com conhecimentos clínicos bem apurados e com um raciocínio clínico bem eficaz que tira a pessoa do risco de morte. 

Os leigos ainda não sabem de fato o que é a ENFERMAGEM atual. Os leigos não entendem COMO ELA TRABALHA, POR QUAIS MÉTODOS SÃO GUIADAS E COMO TRABALHAMOS HOJE EM MEIO A UMA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL (que para quem não sabe, multiprofissional são profissionais de outras profissões que não são da enfermagem. Eu fui numa palestra médica e lá os médicos se referiram a essa palavra "MULTIPROFISSIONAL" como médicos de outras especialidades, conservadores --').

Então, com base nisso tudo, vou apontar as diferenças que existem entre essas duas profissões e vou tentar acabar de uma vez por todas essa coisa de que "enfermeiro tem que estudar mais para ser médico" ou "estou fazendo enfermagem mas quero medicina" ou então "você é um enfermeiro tão bom, por que não quis ser médico?".

Vou começar falando da medicina e depois vou falar da enfermagem, ambas em tópicos para ser mais prático:

MEDICINA:

• Profissão da saúde;
• Profissão dedicada na promoção, proteção, recuperação da saúde;
• Profissão dedicada no diagnóstico e no tratamento de doenças que aflige o ser humano;
• Profissão dedicada na prevenção de doenças e agravos a saúde;
• Profissão representada pela figura do MÉDICO;
• Nessa profissão existem 57 especialidades em que o médico, depois de formado, pode seguir;
• Curso com duração de 6 anos de graduação;
• Visão prática: O médico com base no exame físico, histórico médico, podendo ou não solicitar exames complementares, realiza um diagnóstico nosológico, e após o diagnóstico nosológico, é traçado o tratamento ideal para aquela pessoa em específico, após isso, obtêm-se a evolução clínica do paciente. (Nem sempre o médico é obrigado a dar o diagnóstico da doença, muitas vezes, o diagnóstico é difícil e exige um tratamento inicial para controlar a sintomatologia).  

ENFERMAGEM:

• Profissão da saúde;
• Profissão dedicada na promoção, proteção, recuperação da saúde;
• Profissão dedicada no diagnóstico dos problemas e agravos a saúde física, psíquica, espiritual e social que aflige o ser humano;
• Profissão dedicada na prevenção de doenças e agravos a saúde;
• Profissão representada pela figura do ENFERMEIRO;
• Nessa profissão existem 47 especialidades em que o enfermeiro, depois de formado, pode seguir;
• Curso com duração de 5 anos de graduação;
• Visão prática: O enfermeiro irá realizar a sistematização da assistência de enfermagem  que consiste na Anamnese, exame físico, podendo ou não solicitar exames complementares, após isso, realiza-se um diagnóstico de enfermagem, e depois define-se as metas para o plano de cuidados de enfermagem, e para finalizar, realiza-se a evolução clínica do paciente.

Claro que existe muito mais atribuições que compete a cada uma profissão, porém os fatos mais importantes eu citei aqui em tópicos para acabar com isso de que o médico manda no enfermeiro, ou enfermeiro é menos que o médico, ou vice-versa. As duas profissões são de extrema importância para a saúde e uma depende da outra. 

FICO MUITO INDIGNADO QUANDO UMA PESSOA VEM FALAR QUE ENFERMAGEM É POUCA COISA. QUERO VER ESSA PESSOA FICAR 5 ANOS CURSANDO UMA FACULDADE QUE LIDA DIRETAMENTE ENTRE A VIDA E A MORTE DE PESSOAS DIARIAMENTE. 

Esse foi meu desabafo como profissional e como pessoa também, nunca devemos de forma alguma comparar profissões, até porque são bem distintas. O médico trabalha na grande maioria das vezes, sozinho, e traça suas metas sozinho. O enfermeiro quando se forma, ele tem a responsabilidade de coordenar uma EQUIPE, ser líder de uma equipe, e que qualquer erro que essa equipe cometer, a culpa e a responsabilidade desse erro irá cair diretamente para o enfermeiro.

As duas profissões tem seus riscos e que a pessoa que desejar escolher uma delas, primeiramente deve procurar saber onde estarão entrando, para depois não se arrepender da escolha. As duas são lindas profissões que tem como foco inicial a melhora da qualidade de vida das pessoas. As duas trabalham juntas, mas com campo de atuação que as distinguem. 


Lucas Oliveira
Enfermeiro Geral
 pós-graduando em Enfermagem Intensiva de Alta Complexidade


ERROS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS: COMO AGIR?

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