quarta-feira, 25 de abril de 2018

CUIDADOS PALIATIVOS: O VERDADEIRO CUIDADO!

Boa noite PROFISSIONAIS de SAÚDE!!!

Tudo bem com vocês?

Esta noite iremos abordar sobre um assunto muito pouco comentado entre a comunidade médica e de saúde em geral, que é a questão dos cuidados paliativos. O cuidado paliativo nada mais é do que os cuidados realizados ao paciente que não visa a cura de uma doença, mas promove uma melhor qualidade de vida, com poucos ou nenhum procedimento invasivo e incentivo ao bem estar deste paciente/família.

A enfermagem como ciência do cuidado, é autora principal e fundamental dos cuidados paliativos prestados ao paciente e sua família. Devemos entender o doente como um ser humano que foi afligido por uma patologia e que sofre diversas consequências ligadas direta ou indiretamente com essa doença. No contexto dos cuidados paliativos, o paciente deve ser cuidado em todo seu estado biopsicossociocultural e espiritual também. 


Devemos incentivar o cuidado paliativo durante o tratamento convencional, não só quando o tratamento não for eficaz. O erro de muitos profissionais da saúde é achar que os cuidados paliativos devem ser feitos depois que o tratamento clínico não surtiu efeito desejado, não produziu a cura. Infelizmente, muitos clientes com doenças graves não recebe o cuidado devido. A paliação visa a melhora da qualidade de vida, controle dos sinais e sintomas e um tratamento que vai além do corpo.


Eu falo com propriedade sobre esse assunto porque foi o tema que escolhi para realizar meu TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO na graduação. Estudei muito sobre o assunto a ponto de entender muito mais do que pessoas que já trabalham na área a anos. Entrevistei médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e os resultados que obtive ao longo desse processo foi de que os cuidados paliativos ainda é "mal vista" entre a comunidade de saúde, uma vez que a grande maioria tem pensamentos errôneos sobre o que é o cuidado paliativo e em que momento devemos incluir ele no processo de saúde-doença do paciente.


Então, neste assunto, vou relatar os principais métodos terapêuticos dentro do cuidado paliativo que visam a melhora da qualidade de vida, diminuição dos sinais e sintomas indesejáveis, e logo após, vou falar sobre como devemos observar o paciente. Vale lembrar aqui que todos esses métodos podem ser aplicados em qualquer momento da terapêutica clínica tradicional, independente do tipo de doença a ser combatida. A equipe deve avaliar, dentro das suas possibilidades, quais métodos podem ser feitos para a melhora da qualidade de vida de seus pacientes.

MÉTODOS TERAPÊUTICOS EM CUIDADOS PALIATIVOS

• Massagem terapêutica;
• Balneoterapia com água morna;
• Eletroterapia;
• Biofeedback;
• Cinesioterapia;
• Dieta livre (casos terminais da doença);
• Higiene e conforto do cliente;
• Meditação;
• Acupuntura e eletroacupuntura;
• Atenção espiritual e psicológico;
• Crioterapia;
• Musicoterapia;

Todos esses métodos são utilizados na prática clínica dos cuidados paliativos, e devem ser encorajado sempre que puder, e conforme a necessidade. Vale lembrar que não é só o enfermeiro que deve encorajar esse tratamento, mas sim, os fisioterapeutas e os médicos que também fazem parte do cuidado desse cliente. Além desses métodos, utilizamos o uso de antipiréticos, analgésicos e outros medicamentos que auxiliem nos cuidados paliativo. Cabe aos médicos decidirem quais medicamentos devem ser utilizados e cabe ao enfermeiro em que horário esses medicamentos devem ser consumidos.

COMO DEVEMOS OBSERVAR O PACIENTE ENFERMO?

A pessoa que adoece é um ser humano que possui necessidades a serem atendidas. Higiene, conforto, alimentação, eliminação, saúde espiritual e sexual, entre outros. Cabe a nós, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais de saúde, a observar esse cliente no seu todo, de caráter holístico, para que todos esses métodos terapêuticos dentro do cuidado paliativo, sejam bem sucedidos. 


Essa pessoa que adoece possui uma família que o ama. Devemos incluir a família dentro do contexto dos cuidados paliativos, oferecendo todo apoio psicossocial que a família merece. As vezes, só pelo fato de nós estarmos ouvindo os familiares a desabafar sobre todo o processo de saúde-doença de seu parente, isso conforta bastante e mostra que nós estamos interessados em cuidar de todos. Nas doenças terminais, não é só o paciente que está doente, mas quem o ama também está!

Até a próxima pessoal!

PROCESSO DIGESTIVO vs PROCESSO NUTRITIVO: COMO EMAGRECER!

Boa tarde Profissional de Saúde!!

Tudo bem com você?

Como de costume do nosso blog, sempre abordamos temas ligados a promoção, proteção e recuperação da saúde, além de prevenção e tratamento de doenças e agravos a saúde do indivíduo e/ou família. Dessa vez, para nosso tema, irei falar um pouco a respeito do processo digestivo do ser humano e do processo nutritivo que são duas coisas diferentes.



A referência para este tema veio de um livro de Nutrição aplicada a Enfermagem, da Professora Flávia Melo, é um livro bem interessante e explica de forma fácil e prática sobre nutrição clínica e coletiva. Dando seguimento ao nosso tema, a Enfermagem como ciência do cuidado, na saúde, tem uma visão holística do ser humano, estudando desde conceitos básicos da biologia até processos de saúde-doença do cliente.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa, vou abordar o que é o processo digestivo, com base nos avanços sobre o estudo do sistema digestório humano e iremos falar no final a importância do conhecimento desse processo para a saúde!

PROCESSO DIGESTIVO:

A digestão dos nutrientes é um processo dinâmico, em que várias reações químicas ocorrem simultaneamente, ou seja, é um processo onde todos os órgãos, tecidos e células envolvidas no processo digestório, atuam em conjunto. Cada um dos nutrientes possui enzimas específicas para sua digestão. Os carboidratos complexos, como o amido, inicialmente são hidrolisados pelas amilases salivar e pancreática, respectivamente na boca e no estômago. Já transformados em dissacarídeos, são hidrolisados pelas dissacaridases (sacarase, maltase e lactase) na mucosa intestinal até se transformarem em monossacarídeos. Sua digestão é simultânea á absorção. A absorção é ativa através da ação do hormônio insulina.

A digestão dos lipídeos inicia-se no estômago, pela ação da lipase gástrica. No intestino delgado eles são emulsificados pelos sais biliares, que os tornam mais acessíveis á ação da lipase pancreática. Após isso ocorre sua absorção, no intestino delgado.


A digestão das proteínas inicia-se no estômago, através da ação da pepsina secretada pela mucosa gástrica. A ação da pepsina é possibilitada pelo pH ácido do estômago, decorrente da presença de ácido clorídrico. No duodeno, ocorre sobre as proteínas a ação das enzimas tripsina, quimiotripsina e elastase. A absorção das proteínas consome energia e é feita no intestino delgado. A absorção de proteínas intactas é importante no processo de desenvolvimento de alergia alimentar.


PROCESSO NUTRITIVO:


É o processo pelo qual o alimento se torna disponível para o organismo. Existem inúmeros fatores que contribuem para que ocorram desvios neste processo, tais como:
• Fatores que prejudicam a disponibilidade de alimentos: produção e distribuição, armazenamento e transporte;
• Fatores que prejudicam a utilização dos alimentos: hábitos alimentares, dietas, condições de sanidade, poder aquisitivo, ciclo evolutivo;
• Fatores que prejudicam a absorção dos alimentos: patologias e distúrbios psíquicos;

QUAL A IMPORTÂNCIA DESSES CONHECIMENTOS?

Esse conhecimento se faz importante, pois, na nossa atualidade, a estética, o desejo de ter um corpo saudável e escultural se faz presente. As mulheres, principalmente, tem uma tendência a seguir modelos de corpo perfeito sem ao menos estudar todas as consequências que rodeiam este "exemplo magnífico de corpo". Devemos entender todo o processo digestivo para poder pensar em como nós vamos nos alimentar. 

Eu enquanto enfermeiro, tenho a obrigação de promover a saúde, ensinando as práticas de vida saudável que pode auxiliar as pessoas a ter uma vida saudável e inclusive mostrar os efeitos da alimentação no corpo. Hoje em dia, a obesidade é um problema mundial, considerada como doença, e a importância da educação em saúde pode fazer a diferença.

OBS: Evite inventar "dietas" para emagrecer sem ir ao nutricionista ou médico. Avaliem a necessidade de ser feita uma dieta para controle da saúde e emagrecimento e se consulte com um profissional da área. 
OBS 2: Confie nas dietas que tem comprovação científica, não siga anúncios sem saber a fundo sobre o produto ou conceito que eles estão se baseando. Estudem sobre todo o processo digestivo e processo nutritivo antes de seguir um "modelo perfeito". Cada pessoa tem um metabolismo diferente, cabe ao médico, enfermeiro, nutricionista ou qualquer outro profissional de nível superior, estuda-lo e dizer qual seu metabolismo.

PARA FINALIZAR...

Eu li alguns artigos sobre essa tal DIETA DE 21 DIAS, para saber mais a fundo sobre isso. Vi alguns vídeos de pessoas que disseram ter tido sucesso nesse método que foi criado pelo Dr. Rodolfo Aurélio (Naturopata). Ele ensina métodos e combinações de dieta que auxiliam a pessoa a emagrecer de forma segura e saudável. Ele criou um site para identificar eletronicamente, baseando-se em perguntas específicas, quanto de células inflamadas nós temos no corpo e qual a solução. Caso você queria saber mais, CLIQUE AQUI!

ABAIXO SEGUE VÍDEOS DE DEPOIMENTO SOBRE ESSA DIETA DE 21 DIAS

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: ESTUDE MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO PARA QUERER ALGO DESTE NÍVEL. SEGUE ABAIXO O PRÓPRIO DR. RODOLFO EXPLICANDO TODO O PROCESSO!



Até a próxima...


PRESSÃO INTRACRANIANA AUMENTADA: INTERVENÇÃO DE ALTA COMPLEXIDADE

Bom dia PROFISSIONAIS da Saúde!

Tudo bem com vocês?

Hoje irei abordar sobre PIC aumentada (Pressão Intracraniana) dentro do contexto da terapia intensiva, uma vez que, esse problema é muito comum dentro deste setor. A elevação da pressão intracraniana consiste em excesso de tecido cerebral, de sangue ou de líquido cerebrospinal (LCS) no crânio em determinado momento.

CONCEITO FISIOPATOLÓGICO: Em geral, o volume e a pressão desses três componentes estão em um estado de equilíbrio e compreendem, em seu conjunto, a PIC. Visto que há pouco espaço para expansão do tecido cerebral no crânio, o aumento de qualquer um desses componentes modifica o volume dos outros. Como de costume, a compensação é obtida pelo deslocamento ou desvio do LCS, aumento da absorção ou redução da produção de LCS, ou diminuição do volume sanguíneo cerebral. Sem essas alterações compensatórias, ocorre elevação da PIC. Embora a PIC elevada esteja mais comumente associada a traumatismo cranioencefálico, é possível observar elevação da pressão em consequência de tumores cerebrais, hemorragias subaracnóidea e encefalopatias tóxicas e virais. 


A elevação da PIC de qualquer etiologia diminui a perfusão cerebral, estimula a formação de mais edema e pode desviar o tecido cerebral. O resultado é a ocorrência de herniação, um evento extremamente grave e fatal. É de grande importância os profissionais de saúde terem conhecimento desse fato fisiopatológico para melhor abordagem terapêutica, uma vez que, sem essas informações, praticamente, iremos atirar no escuro.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Alteração do nível de consciência, alteração das respostas respiratórias e vasomotoras, letargia, agitação psicomotora, alentecimento da fala, confusão mental ou sonolência, tríade de Cushing (bradicardia, bradipneia e hipertensão), coma profundo e consequentemente, morte.


ACHADOS DIAGNÓSTICOS: Exame físico neurológico completo, tomografia computadorizada, ressonância magnética, angiografia cerebral, Doppler transcrâniano são os exames mais frequentes.



COMPLICAÇÕES: Herniação do tronco encefálico, resultando em anoxia cerebral irreversível e morte, Diabetes insípido.

INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA DE ALTA COMPLEXIDADE

• Administrar diurético osmótico, e possivelmente, corticosteroides;
• Aporte de líquidos restringidos;
• LCS drenado com cautela (evitar drenagem excessiva pois pode causar herniação e prolapso dos ventrículos cerebrais);
• Febre controlada com antipiréticos;
• Se não responder ao tratamento convencional, as demandas metabólicas celulares podem ser reduzidas pela administração de altas doses de barbitúricos ou de agentes paralisantes farmacológicos, como pancurônio;

INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM DE ALTA COMPLEXIDADE

• Discutir com o médico para posicionar o paciente em fowler ou supino;
• Realizar cateterismo vesical de demora e realizar o balanço hidreletrolítico;
• Avaliar sinais vitais de hora/hora e registrar no prontuário;
• Monitorar os sinais clínicos e o monitor multi parâmetros de hora/hora e registrar;
• Administrar os medicamentos prescritos pelo médico e observar resposta;
• Manter vias aéreas desobstruídas;
• Ofertar oxigênio antes e após a aspiração de vias aéreas;
• Desencorajar a tosse e a realização de esforço;
• Evitar rotação extrema e flexão do pescoço;
• Evitar flexão extrema do quadril, visto que provoca elevação da pressão intra-abdominal e intra-torácica, com consequente aumento da PIC;
• Manter acesso venoso salinizado;
• Assegurar a higiene oral cuidadosa e frequente, devido ao ressecamento da boca;
• Monitorar sinais de febre (pode indicar infecção e pode ser grave);
• Manter relação terapêutica entre todos os profissionais responsável pelo cuidado;



Então pessoal, tive como referência bibliografia o manual de Enfermagem Médico-Cirúrgica do Brunner & Suddath, alguns conceitos de intervenção de enfermagem foram por minha própria vontade e acredito que se todos esses cuidados forem feitos no paciente, a melhora clínica pode ser evidente. Estudem mais, se aprofundem e mantenham-se informados sobre novos conceitos! 

Até a próxima...

terça-feira, 24 de abril de 2018

LOMBALGIA: MEDICINA ALTERNATIVA E MEDICINA TRADICIONAL

Boa noite PROFISSIONAIS de SAÚDE!

Tudo bem com vocês?

Vamos falar a respeito da LOMBALGIA. Essa patologia é causada, na maioria dos casos, por um dentre numerosos problemas musculoesqueléticos, incluindo distensão lombossacral aguda, ligamentos lombossacrais instáveis e músculos fracos, problemas de discos intervertebrais e comprimento desigual das pernas. A depressão, a obesidade e o estresse constituem comorbidades frequentes. Em geral, a lombalgia causada por distúrbios musculoesqueléticos é agravada pela atividade, o que não ocorre com a dor ocasionada por outras condições.


FISIOPATOLOGIA: A coluna vertebral pode ser considerada como uma haste elástica, construída por unidades rígidas (vértebras) e unidades flexíveis (discos intervertebrais), mantidades unidas por complexas articulações dos processos articulares, múltiplos ligamentos e músculos paravertebrais. O desuso enfraquece essas estruturas musculares de sustentação. Os discos intervertebrais tornam-se mais densos e de forma irregular á medida que a pessoa envelhece, diminuindo, assim, o amortecimento entre as vértebras e estruturas nervosas associadas. A protusão do disco ou as alterações das articulações dos processos articulares podem causar pressão sobre as raízes nervosas em sua saída do canal espinal, resultando em dor que se irradia ao longo do nervo.


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Lombalgia aguda ou crônica (com duração de mais de 3 meses, sem melhora) e fadiga. Dor que se irradia até a perna (radiculopatia, ciática). A marcha, a mobilidade da coluna vertebral, os reflexos, o comprimento das pernas, a força motora das pernas e a percepção sensorial podem ser afetados. Espasmos dos músculos paravertebrais podem ocorrer, podendo resultar em possível deformidade espinal. Pode ocorrer ainda incontinência urinária ou fecal e início recente de dor lombar em um cliente com câncer.



ACHADOS DIAGNÓSTICOS: História clínica e exame físico focalizados (exame neurológico, avaliação da marcha e exame das costas), Radiografia a coluna vertebral, Cintigrafia óssea e exames de sangue, Tomografia computadorizada, Ressonância Magnética, Eletromiograma e estudos de condução nervosa, Mielograma e Ultrassonografia podem ser utilizados.




PLANO TERAPÊUTICO (MEDICINA TRADICIONAL E ALTERNATIVA)

Realizar as atividades diárias o mais cedo possível;
• Aplicar calor local por 20 minutos 3x ao dia;
• Realizar manipulação da coluna vertebral (massoterapia);
• Realizar terapia cognitivo-comportamental (p. ex, biofeedback);
• Realizar exercícios aeróbicos de baixo impacto, sob supervisão de um profissional da área;
• Realizar fisioterapia para lombalgia;
• Acupuntura pode ser bastante útil como terapêutica alternativa;
• Evitar torcer o corpo, inclinar-se, levantar pesos e esticar-se;
• Utilizar medicamentos analgésicos (Sob prescrição médica);
• Eletroterapia constitui um método bem eficaz na redução da dor e do desconforto;

Todas essas condutas podem ser feitos por leigos, desde que sob supervisão de um profissional da saúde (Enfermeiro, médico ou fisioterapeuta), pois as complicações da lombalgia incluem estresse, depressão, compressão de nervos sensoriais, etc. A psicoterapia pode ser eficaz no tratamento e o repouso em colchão médio a firme precisa ser estimulada.

Até a próxima pessoal...

DPOC ENFISEMATOSO: PLANEJAMENTO TERAPÊUTICO!

Boa tarde PROFISSIONAIS DE SAÚDE!!!!


O assunto que iremos abordar agora é sobre a doença pulmonar obstrutiva crônica enfisematosa. É uma doença muito comum nos países onde o consumo de cigarros é extremamente exacerbado, como o Brasil e que causa bastante sofrimento por parte das pessoas acometidas e que leva a morte se cuidados especiais não forem realizados. Antes de abordar sobre a doença, vamos falar brevemente sobre o sistema respiratório desde o início.

O sistema respiratório é composto basicamente pelos orgãos que compreende as vias aéreas superiores (nariz, boca, faringe) e inferiores (laringe, traqueia, brônquios e pulmões). Nos alvéolos pulmonares ocorre o que chamamos de hematose (troca gasosa entre o ar que entra na corrente sanguínea e o gás carbônico que sai da corrente sanguínea). Qualquer alteração dentro desse processo configura anormalidade respiratória considerável.

A DPOC é passível de prevenção e tratamento, com alguns efeitos extrapulmonares significativos. A DPOC caracteriza-se por limitação do fluxo de ar, que não é totalmente reversível, geralmente progressiva e associada e resposta inflamatória do pulmão a partículas ou gases nocivos. A limitação do fluxo de ar resulta em estreitamento das vias respiratórias, hipersecreção de muco e alterações na vascularização pulmonar. 
A enfisema pulmonar, o comprometimento na troca de oxigênio e de dióxido de carbono resulta da destruição das paredes dos alvéolos hiper distendidos além dos bronquíolos terminais e destruição das paredes dos alvéolos. A medida que as paredes dos alvéolos são destruídas (um processo acelerado por infecções recorrentes), a área de superfície alveolar em contato direto com os capilares pulmonares diminui continuamente. Esse processo provoca aumento do espaço morto (área pulmonar em que não pode ocorrer nenhuma troca gasosa) e comprometimento da difusão de oxigênio, levando a hipoxemia.

Nos estágios mais avançados da doença, a eliminação de dióxido de carbono fica comprometida, resultando em aumento da pressão de dióxido de carbono no sangue arterial (hipercapnia), com consequente acidose respiratória. Á medida que as paredes capilares continuam o processo de destruição, o leito capilar pulmonar diminui de tamanho, aumentando, assim, a resistência ao fluxo sanguíneo pulmonar, forçando o ventrículo direito a manter pressão arterial mais elevada na artéria pulmonar. Por esse motivo, a ICC direita constituem uma das complicações do enfisema. 


Existem dois tipos de enfisema: o tipo panlobular (destruição do bronquíolo respiratório, ducto alveolar e alvéolo) e o tipo centrilobular (alterações patológicas que ocorrem principalmente no centro do lóbulo secundário, preservando as porções periféricas do ácino). Ambos podem ocorrer em um único cliente.

FATORES DE RISCO: Tabagismo ativo e passivo, exposição a poeiras e substâncias químicas ocupacionais e poluição do ar em ambiente fechado e do ar ambiente, além de predisposição genética considerável ( deficiência de alfa1-antitripsina, predispondo indivíduos jovens ao desenvolvimento de enfisema lobular rápido na ausência de tabagismo).

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Tosse crônica, produção de escarro e dispneia aos esforços, que agrava-se com o passar do tempo, perda de peso, hiperinsuflação crônica observada no enfisema que pode levar a configuração de "tórax em barril", uso de musculatura acessória para auxiliar na inspiração.

MANEJO CLÍNICO

• Cessação do tabagismo, quando apropriado;
• Broncodilatadores, corticosteroides e outros medicamentos (terapia de aumento de alfa1-antitripsina, antibióticos, agentes mucolíticos, agentes antitussígenos, vasodilatadores e narcóticos); 
• Vacinas de influenza e pneumonia são indicados para reduzir a morbidade grave;
• Oxigenioterapia, inclusive a noite;

MANEJO CIRÚRGICO

• Bulectomia para reduzir a dispneia; redução do volume pulmonar para melhorar elasticidade e função lobares;
• Cirurgia de redução de volume pulmonar (opção cirúrgica paliativa);
• Transplante de pulmão;

PLANEJAMENTO TERAPÊUTICO

• Administrar medicamentos prescritos, realizando o aprazamento adequado;
• Realizar oxigenioterapia até 3L, inclusive a noite (Observar sinais de hiperoxigenação);
• Realizar aspiração de vias aéreas superiores, quando necessário;
• Realizar drenagem pulmonar e mudanças de decúbito a cada 2 horas, ou quando indicado;
• Realizar espirometria de incentivo;
• Realizar exame físico do sistema respiratório antes e depois dos procedimentos terapêutico;
• Registrar todos os achados clínicos no prontuário e comunicar ao médico quaisquer intercorrências;
• Realizar fisioterapia respiratória adequada para DPOC;
• Manter relacionamento terapêutico entre enfermeiros, médicos e fisioterapeutas para definir novos tratamentos;
• Orientar aos familiares e ao cliente a situação clínica atualizada;
• Realizar exame físico cardiovascular, identificando anormalidades decorrente das complicações do DPOC;
• Manter o paciente em posição de fowler para dormir ou em uma posição adequada para o paciente;

PROFISSIONAIS, então esses são os métodos mais atuais para a realização dos cuidados ao paciente com enfisema pulmonar. Espero ter ajudado a vocês, não deixe de me seguir aqui, e se inscreva no YOUTUBE, Clicando Aqui, pois em breve irei criar vídeos dentro do tema do cuidado, para que todos possam aprender como lidar com pacientes de baixa, média e alta complexidade.

Até logo...


ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL HEMORRÁGICO: PLANEJAMENTO DO CUIDADO

Boa tarde ENFERMAGEM! 

Vamos abordar hoje o assunto de maior interesse para a comunidade médica e de enfermagem do mundo, essa doença que acomete milhões de pessoas pelo mundo e que causa sequelas bem difíceis de reversão. Hoje abordaremos sobre o ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL HEMORRÁGICO. Minha linha de pensamento clínico para este tema teve como referência principal meu manual de bolso do BRUNNER & SUDDATH (Manual de Enfermagem Médico-Cirúrgico).

Pois bem, vamos começar!



Antes de entender sobre a doença em sí, devemos ter o conhecimento clínico da vascularização cerebral. As artérias ficam encarregadas de transportas sangue oxigenado para todas as células de nosso corpo, em especial para o cérebro. Os acidentes vasculares cerebral hemorrágico (AVEH) representam, segundo o BRUNNER & SUDDATH (2016), 15% a 20% dos distúrbios vasculares cerebrais e são principalmente causados por hemorragias intracranianas ou subaracnóidea, com sangramento para o tecido cerebral, os ventrículos ou espaços subaracnóideo. 
Diferentemente do AVE isquêmico, a hemorragia intracerebral primária em consequência de ruptura espontânea de pequenos vasos é responsável por aproximadamente 80% dos casos de AVE hemorrágicos e é causada principalmente pela HAS não controlada. A hemorragia subacarnóidea resulta da ruptura de um aneurisma (enfraquecimento da parede arterial) intracraniano em aproximadamente metade dos casos. As artérias cerebrais mais comumente afetadas por um aneurisma são a artéria carótida interna (ACI), a artéria cerebral anterior (ACA), a artéria comunicante anterior (ACoA), a artéria comunicante posterior (ACoP), a artéria cerebral posterior (ACP) e a artéria cerebral média (ACM). As hemorragias secundárias estão associadas a malformações arteriovenosas (MAV), aneurismas intracranianos, neoplasias intracranianas ou certos medicamentos ( p. ex. anticoagulantes e anfetaminas).


FISIOPATOLOGIA

A fisiopatologia depende da causa e do tipo de distúrbio vascular cerebral. Os sinais e sintomas são provocados por hemorragia primária, aneurisma ou MAV que comprime os nervos cranianos ou o tecido cerebral ou, de modo mais dramático, quando um aneurisma ou MAV se rompe, causando hemorragias subaracnóidea. O metabolismo cerebral normal é afetado por qualquer um dos seguintes fatores: exposição do encéfalo ao sangue extravascular, elevação da pressão intracraniana (PIC), devido ao volume sanguíneo extravascular aumentado que comprime e lesiona o tecido cerebral, ou por isquemia secundária, em consequencia da redução do fluxo sanguíneo e do vasospasmo, que frequentemente acompanham a hemorragia subaracnóidea.
Idade avançada, angiopatia amiloide cerebral e o sexo masculino constituem os fatores de risco NÃO MODIFICÁVEIS. Hipertensão Arterial, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, MAV, certos fármacos e aterosclerose constituem fatores de risco MODIFICÁVEIS.


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Cefaleia intensa de ocorrência súbita, vômitos, aletrações súbitas inicias do nível de consciência, Convulsões focais, déficits neurológicos, motores, sensoriais, cognitivos entre outros, sangramento grave, que pode resultar em coma e morte.

ACHADOS DIAGNÓSTICOS: História clínica, exame físico e neurológico completo, TC ou RM, angiografia cerebral, punção lombar (apenas se a TC for negativa e não houver evidências de elevação da PIC), Rastreamento toxicológico em pacientes com menos de 40 anos de idade.


TRATAMENTO: O tratamento clínico para o AVE hemorrágico consistem em possibilitar a recuperação do cérebro do agravo inicial (sangramento), prevenir ou minimizar o risco de novo sangramento, evitar e tratar complicações. O manejo consiste em repouso no leito com sedação para que não haja agitação e estresse, tratamento do vasospasmo e tratamento clínico ou cirúrgico para evitar a ocorrência de novos sangramentos. Se o sangramento for causado por anticoagulação com varfarina, a razão normalizada internacional (INR) pode ser corrigida com plasma fresco congelado e vitamina K. A reversão do efeito anticoagulante dos fármacos anticoagulantes mais recentes é complexa. São instituídas medidas profiláticas para evitar a ocorrência de tromboembolismo venoso, incluindo dispositivos de compressão sequencial (ou meias elásticas compressivas). 

Para o tratamento farmacológico podemos destacar: anticonvulsivantes para as ocorrências de convulsões, Hipoglicemiante para casos de hiperglicemia, agentes analgésicos para cefaleia e cervicalgia, anti-hipertensivos para controle da hipertensão arterial sistêmica.

TRATAMENTO CIRÚRGICO: As indicações de cirurgias incluem sinais de agravamento no exame neurológico, elevação da PIC ou sinais de compressão do tronco cerebral. As cirurgias podem evitar o sangramento em um aneurisma não roto ou que já se rompeu, isolando este aneurisma por meio de ligadura ou clipe através de seu colo. Evacuação cirúrgica é mais frequentemente realizada por meio de craniotomia. Pode-se utilizar técnicas endovasculares em clientes selecionados para ocluir o fluxo sanguíneo da artéria que alimenta o aneurisma com molas, ou outras técnicas podem ser usadas para ocluir o próprio aneurisma.
A ENFERMAGEM DEVE OBSERVAR OS SINAIS DE COMPLICAÇÃO EM PÓS OPERATÓRIO IMEDIATO: Possíveis complicações (Desorientação, amnésia, síndrome de Korsakoff, alterações da personalidade, distúrbios eletrolíticos, oclusão pós-operatória da artéria e hemorragia digestiva).

PRESCRIÇÃO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM CLÍNICO-CIRÚRGICO

• Avaliar a pressão arterial de 10/10 min na primeira hora pós operatório, depois 15/15, 30/30 e 1h/1h, assim sucessivamente.
• Observar e registrar sinais de desorientação e sintomas neurológicos;
• Administrar medicamentos prescritos pelo médico e observar efeitos colaterais;
• Manter decúbito elevado a 45º para diminuir a PIC, caso esteja aumentado;
• Realizar cateterismo vesical de demora para controle hidreletrolítico;
• Manter acesso venoso salinizado;
• Realizar mudanças de decúbito a cada 2 horas;
• Comunicar ao médico quaisquer alterações significativas;
• Monitorar o estado respiratório e registrar no prontuário;
• Oferecer ambiente tranquilo, sem estímulos sensoriais e cognitivos exacerbadamente;
• Orientar o paciente a evitar esforço ou manobra de Valsalva;
• Evitar bebidas cafeinadas;
• Promover movimentação passiva dos músculos afetados pela disfunção neurosensorial;
• Realizar todos os cuidados pessoais, incluindo alimentação e higiene pessoal;
• Administrar emolientes fecais e laxantes suaves em casos de constipação intestinal;
• Observar sinais de vasospasmo (cefaleia intensificadas, alterações neurológicas, paralisias parciais) e comunicar ao médico;
• Em casos de convulsões, manter a via aérea desobstruídas e posicionar o paciente em decúbito lateral, além de administrar anticonvulsivantes; 
• Manter a estimulação neuro-sensorial-cognitivo em nível mínimo;
• Reorientar o paciente para ajudar a manter a orientação de tempo/espaço;
• Manter o cliente e a família bem informados sobre o estado de saúde do mesmo;

OUTRAS IMAGENS DE AVEH




Então é isso profissionais. SE INSCREVAM NO MEU CANAL NO YOUTUBE, vou lançar o primeiro vídeo profissional sobre cuidados clínicos em geral para ENFERMAGEM, MEDICINA e todas as outras áreas da saúde. CLIQUE AQUI  para ser direcionado ao YOUTUBE. 


Até a próxima...

CURATIVO EM INSERÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL

BOM DIA PROFISSIONAIS DE SAÚDE!!!!


O assunto que vou tratar hoje é algo bem sério e que muitos profissionais de enfermagem, principalmente, não sabem como executar e como fazer esse procedimento. Como o título está nos dizendo, hoje é dia de estudar sobre curativos em inserção de cateter venoso central. É um procedimento que requer supervisão direta do enfermeiro, nas unidades de terapia intensiva, neonatal e em outros setores onde o paciente possui um cateter venoso central, seja ele colocada na Subclávia, jugular interna ou nas periferias (PICC).



De acordo com um artigo científico publicado no ano de 2017 (recente), por Junior & Guilherme et al, o desenvolvimento contínuo da equipe de enfermagem é uma característica importante para a realização dos curativos de cateter venoso central, prevenindo assim as chances de desenvolvimento de infecção da corrente sanguínea. Este tipo de cuidado de enfermagem, pode fazer a diferença entre a vida e a morte, a partir do pensamento de que o paciente com baixa imunidade, com disfunções orgânicas consideráveis, não será capaz de suportar este tipo de infecção.



O objetivo principal desse tipo de curativo é prevenir infecções na inserção do cateter venoso central e prevenir também a saída acidental desse cateter da veia do paciente. A responsabilidade desse procedimento cai sobre toda equipe de enfermagem destinada ao cuidado do paciente (ENFERMEIROS, TÉCNICOS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM). Esse procedimento requer uma atenção maior, pois além de realizarmos este cuidado, devemos ter o trabalho de monitorar esse curativo contínuamente, avaliando edema, dor, rubor, calor (sinais flogísticos), além de febre, náuseas e vômitos, que são frequentes em pacientes vítimas de infecção.

MATERIAL A SER UTILIZADO: Bandeja, kit de curativo ou luva estéril, luva de procedimento, 1 ampola de 10 ml de solução fisiológica, clorexidina alcoólica 0,5%, adesivo hipoalergênico ou 1 filme transparente de poliuretano, 1 gaze para inserção de cateter, 1 pacote de gaze estéril,saco plástico.

Para realizar este procedimento, o profissional de saúde deve realizar a lavagem das mãos antes e depois do procedimento, informar o paciente (se consciente) sobre o procedimento, tirando todas as suas dúvidas, utilizar preferencialmente curativo a base de filme transparente, para melhorar a visualização do sítio de punção, podendo identificar com maior precisão sinais de infecção. Durante a realização do curativo, deve ser feita a limpeza do sítio inicialmente com SF 0,9% e depois clorexidina alcoólica 0,5%, para diminuir as chances de infecção. A luva que deve ser utilizada é luva estéril para realização do novo curativo. Dê preferência de de adesivo hipoalergênico ao invés de esparadrapo, pois não irá agredir tanto a pele. O curativo com gase estéril deve ser trocado a cada 24 horas. O curativo com filme transparente pode durar até 7 dias, devendo ser avaliada pelo profissional diariamente.
Durante o banho do paciente, o curativo deve ser coberto com plástico impermeável para protege-lo. Todos esses cuidados devem ser registrados, para a segurança do profissional e do paciente. Os diagnósticos de enfermagem não devem ser descartados, devendo o enfermeiro realiza-los para uma melhor decisão terapêutica.
Por hoje é só pessoal!!!!

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Até logo pessoal!!! Bye!

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