terça-feira, 24 de abril de 2018

LOMBALGIA: MEDICINA ALTERNATIVA E MEDICINA TRADICIONAL

Boa noite PROFISSIONAIS de SAÚDE!

Tudo bem com vocês?

Vamos falar a respeito da LOMBALGIA. Essa patologia é causada, na maioria dos casos, por um dentre numerosos problemas musculoesqueléticos, incluindo distensão lombossacral aguda, ligamentos lombossacrais instáveis e músculos fracos, problemas de discos intervertebrais e comprimento desigual das pernas. A depressão, a obesidade e o estresse constituem comorbidades frequentes. Em geral, a lombalgia causada por distúrbios musculoesqueléticos é agravada pela atividade, o que não ocorre com a dor ocasionada por outras condições.


FISIOPATOLOGIA: A coluna vertebral pode ser considerada como uma haste elástica, construída por unidades rígidas (vértebras) e unidades flexíveis (discos intervertebrais), mantidades unidas por complexas articulações dos processos articulares, múltiplos ligamentos e músculos paravertebrais. O desuso enfraquece essas estruturas musculares de sustentação. Os discos intervertebrais tornam-se mais densos e de forma irregular á medida que a pessoa envelhece, diminuindo, assim, o amortecimento entre as vértebras e estruturas nervosas associadas. A protusão do disco ou as alterações das articulações dos processos articulares podem causar pressão sobre as raízes nervosas em sua saída do canal espinal, resultando em dor que se irradia ao longo do nervo.


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Lombalgia aguda ou crônica (com duração de mais de 3 meses, sem melhora) e fadiga. Dor que se irradia até a perna (radiculopatia, ciática). A marcha, a mobilidade da coluna vertebral, os reflexos, o comprimento das pernas, a força motora das pernas e a percepção sensorial podem ser afetados. Espasmos dos músculos paravertebrais podem ocorrer, podendo resultar em possível deformidade espinal. Pode ocorrer ainda incontinência urinária ou fecal e início recente de dor lombar em um cliente com câncer.



ACHADOS DIAGNÓSTICOS: História clínica e exame físico focalizados (exame neurológico, avaliação da marcha e exame das costas), Radiografia a coluna vertebral, Cintigrafia óssea e exames de sangue, Tomografia computadorizada, Ressonância Magnética, Eletromiograma e estudos de condução nervosa, Mielograma e Ultrassonografia podem ser utilizados.




PLANO TERAPÊUTICO (MEDICINA TRADICIONAL E ALTERNATIVA)

Realizar as atividades diárias o mais cedo possível;
• Aplicar calor local por 20 minutos 3x ao dia;
• Realizar manipulação da coluna vertebral (massoterapia);
• Realizar terapia cognitivo-comportamental (p. ex, biofeedback);
• Realizar exercícios aeróbicos de baixo impacto, sob supervisão de um profissional da área;
• Realizar fisioterapia para lombalgia;
• Acupuntura pode ser bastante útil como terapêutica alternativa;
• Evitar torcer o corpo, inclinar-se, levantar pesos e esticar-se;
• Utilizar medicamentos analgésicos (Sob prescrição médica);
• Eletroterapia constitui um método bem eficaz na redução da dor e do desconforto;

Todas essas condutas podem ser feitos por leigos, desde que sob supervisão de um profissional da saúde (Enfermeiro, médico ou fisioterapeuta), pois as complicações da lombalgia incluem estresse, depressão, compressão de nervos sensoriais, etc. A psicoterapia pode ser eficaz no tratamento e o repouso em colchão médio a firme precisa ser estimulada.

Até a próxima pessoal...

DPOC ENFISEMATOSO: PLANEJAMENTO TERAPÊUTICO!

Boa tarde PROFISSIONAIS DE SAÚDE!!!!


O assunto que iremos abordar agora é sobre a doença pulmonar obstrutiva crônica enfisematosa. É uma doença muito comum nos países onde o consumo de cigarros é extremamente exacerbado, como o Brasil e que causa bastante sofrimento por parte das pessoas acometidas e que leva a morte se cuidados especiais não forem realizados. Antes de abordar sobre a doença, vamos falar brevemente sobre o sistema respiratório desde o início.

O sistema respiratório é composto basicamente pelos orgãos que compreende as vias aéreas superiores (nariz, boca, faringe) e inferiores (laringe, traqueia, brônquios e pulmões). Nos alvéolos pulmonares ocorre o que chamamos de hematose (troca gasosa entre o ar que entra na corrente sanguínea e o gás carbônico que sai da corrente sanguínea). Qualquer alteração dentro desse processo configura anormalidade respiratória considerável.

A DPOC é passível de prevenção e tratamento, com alguns efeitos extrapulmonares significativos. A DPOC caracteriza-se por limitação do fluxo de ar, que não é totalmente reversível, geralmente progressiva e associada e resposta inflamatória do pulmão a partículas ou gases nocivos. A limitação do fluxo de ar resulta em estreitamento das vias respiratórias, hipersecreção de muco e alterações na vascularização pulmonar. 
A enfisema pulmonar, o comprometimento na troca de oxigênio e de dióxido de carbono resulta da destruição das paredes dos alvéolos hiper distendidos além dos bronquíolos terminais e destruição das paredes dos alvéolos. A medida que as paredes dos alvéolos são destruídas (um processo acelerado por infecções recorrentes), a área de superfície alveolar em contato direto com os capilares pulmonares diminui continuamente. Esse processo provoca aumento do espaço morto (área pulmonar em que não pode ocorrer nenhuma troca gasosa) e comprometimento da difusão de oxigênio, levando a hipoxemia.

Nos estágios mais avançados da doença, a eliminação de dióxido de carbono fica comprometida, resultando em aumento da pressão de dióxido de carbono no sangue arterial (hipercapnia), com consequente acidose respiratória. Á medida que as paredes capilares continuam o processo de destruição, o leito capilar pulmonar diminui de tamanho, aumentando, assim, a resistência ao fluxo sanguíneo pulmonar, forçando o ventrículo direito a manter pressão arterial mais elevada na artéria pulmonar. Por esse motivo, a ICC direita constituem uma das complicações do enfisema. 


Existem dois tipos de enfisema: o tipo panlobular (destruição do bronquíolo respiratório, ducto alveolar e alvéolo) e o tipo centrilobular (alterações patológicas que ocorrem principalmente no centro do lóbulo secundário, preservando as porções periféricas do ácino). Ambos podem ocorrer em um único cliente.

FATORES DE RISCO: Tabagismo ativo e passivo, exposição a poeiras e substâncias químicas ocupacionais e poluição do ar em ambiente fechado e do ar ambiente, além de predisposição genética considerável ( deficiência de alfa1-antitripsina, predispondo indivíduos jovens ao desenvolvimento de enfisema lobular rápido na ausência de tabagismo).

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Tosse crônica, produção de escarro e dispneia aos esforços, que agrava-se com o passar do tempo, perda de peso, hiperinsuflação crônica observada no enfisema que pode levar a configuração de "tórax em barril", uso de musculatura acessória para auxiliar na inspiração.

MANEJO CLÍNICO

• Cessação do tabagismo, quando apropriado;
• Broncodilatadores, corticosteroides e outros medicamentos (terapia de aumento de alfa1-antitripsina, antibióticos, agentes mucolíticos, agentes antitussígenos, vasodilatadores e narcóticos); 
• Vacinas de influenza e pneumonia são indicados para reduzir a morbidade grave;
• Oxigenioterapia, inclusive a noite;

MANEJO CIRÚRGICO

• Bulectomia para reduzir a dispneia; redução do volume pulmonar para melhorar elasticidade e função lobares;
• Cirurgia de redução de volume pulmonar (opção cirúrgica paliativa);
• Transplante de pulmão;

PLANEJAMENTO TERAPÊUTICO

• Administrar medicamentos prescritos, realizando o aprazamento adequado;
• Realizar oxigenioterapia até 3L, inclusive a noite (Observar sinais de hiperoxigenação);
• Realizar aspiração de vias aéreas superiores, quando necessário;
• Realizar drenagem pulmonar e mudanças de decúbito a cada 2 horas, ou quando indicado;
• Realizar espirometria de incentivo;
• Realizar exame físico do sistema respiratório antes e depois dos procedimentos terapêutico;
• Registrar todos os achados clínicos no prontuário e comunicar ao médico quaisquer intercorrências;
• Realizar fisioterapia respiratória adequada para DPOC;
• Manter relacionamento terapêutico entre enfermeiros, médicos e fisioterapeutas para definir novos tratamentos;
• Orientar aos familiares e ao cliente a situação clínica atualizada;
• Realizar exame físico cardiovascular, identificando anormalidades decorrente das complicações do DPOC;
• Manter o paciente em posição de fowler para dormir ou em uma posição adequada para o paciente;

PROFISSIONAIS, então esses são os métodos mais atuais para a realização dos cuidados ao paciente com enfisema pulmonar. Espero ter ajudado a vocês, não deixe de me seguir aqui, e se inscreva no YOUTUBE, Clicando Aqui, pois em breve irei criar vídeos dentro do tema do cuidado, para que todos possam aprender como lidar com pacientes de baixa, média e alta complexidade.

Até logo...


ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL HEMORRÁGICO: PLANEJAMENTO DO CUIDADO

Boa tarde ENFERMAGEM! 

Vamos abordar hoje o assunto de maior interesse para a comunidade médica e de enfermagem do mundo, essa doença que acomete milhões de pessoas pelo mundo e que causa sequelas bem difíceis de reversão. Hoje abordaremos sobre o ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL HEMORRÁGICO. Minha linha de pensamento clínico para este tema teve como referência principal meu manual de bolso do BRUNNER & SUDDATH (Manual de Enfermagem Médico-Cirúrgico).

Pois bem, vamos começar!



Antes de entender sobre a doença em sí, devemos ter o conhecimento clínico da vascularização cerebral. As artérias ficam encarregadas de transportas sangue oxigenado para todas as células de nosso corpo, em especial para o cérebro. Os acidentes vasculares cerebral hemorrágico (AVEH) representam, segundo o BRUNNER & SUDDATH (2016), 15% a 20% dos distúrbios vasculares cerebrais e são principalmente causados por hemorragias intracranianas ou subaracnóidea, com sangramento para o tecido cerebral, os ventrículos ou espaços subaracnóideo. 
Diferentemente do AVE isquêmico, a hemorragia intracerebral primária em consequência de ruptura espontânea de pequenos vasos é responsável por aproximadamente 80% dos casos de AVE hemorrágicos e é causada principalmente pela HAS não controlada. A hemorragia subacarnóidea resulta da ruptura de um aneurisma (enfraquecimento da parede arterial) intracraniano em aproximadamente metade dos casos. As artérias cerebrais mais comumente afetadas por um aneurisma são a artéria carótida interna (ACI), a artéria cerebral anterior (ACA), a artéria comunicante anterior (ACoA), a artéria comunicante posterior (ACoP), a artéria cerebral posterior (ACP) e a artéria cerebral média (ACM). As hemorragias secundárias estão associadas a malformações arteriovenosas (MAV), aneurismas intracranianos, neoplasias intracranianas ou certos medicamentos ( p. ex. anticoagulantes e anfetaminas).


FISIOPATOLOGIA

A fisiopatologia depende da causa e do tipo de distúrbio vascular cerebral. Os sinais e sintomas são provocados por hemorragia primária, aneurisma ou MAV que comprime os nervos cranianos ou o tecido cerebral ou, de modo mais dramático, quando um aneurisma ou MAV se rompe, causando hemorragias subaracnóidea. O metabolismo cerebral normal é afetado por qualquer um dos seguintes fatores: exposição do encéfalo ao sangue extravascular, elevação da pressão intracraniana (PIC), devido ao volume sanguíneo extravascular aumentado que comprime e lesiona o tecido cerebral, ou por isquemia secundária, em consequencia da redução do fluxo sanguíneo e do vasospasmo, que frequentemente acompanham a hemorragia subaracnóidea.
Idade avançada, angiopatia amiloide cerebral e o sexo masculino constituem os fatores de risco NÃO MODIFICÁVEIS. Hipertensão Arterial, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, MAV, certos fármacos e aterosclerose constituem fatores de risco MODIFICÁVEIS.


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Cefaleia intensa de ocorrência súbita, vômitos, aletrações súbitas inicias do nível de consciência, Convulsões focais, déficits neurológicos, motores, sensoriais, cognitivos entre outros, sangramento grave, que pode resultar em coma e morte.

ACHADOS DIAGNÓSTICOS: História clínica, exame físico e neurológico completo, TC ou RM, angiografia cerebral, punção lombar (apenas se a TC for negativa e não houver evidências de elevação da PIC), Rastreamento toxicológico em pacientes com menos de 40 anos de idade.


TRATAMENTO: O tratamento clínico para o AVE hemorrágico consistem em possibilitar a recuperação do cérebro do agravo inicial (sangramento), prevenir ou minimizar o risco de novo sangramento, evitar e tratar complicações. O manejo consiste em repouso no leito com sedação para que não haja agitação e estresse, tratamento do vasospasmo e tratamento clínico ou cirúrgico para evitar a ocorrência de novos sangramentos. Se o sangramento for causado por anticoagulação com varfarina, a razão normalizada internacional (INR) pode ser corrigida com plasma fresco congelado e vitamina K. A reversão do efeito anticoagulante dos fármacos anticoagulantes mais recentes é complexa. São instituídas medidas profiláticas para evitar a ocorrência de tromboembolismo venoso, incluindo dispositivos de compressão sequencial (ou meias elásticas compressivas). 

Para o tratamento farmacológico podemos destacar: anticonvulsivantes para as ocorrências de convulsões, Hipoglicemiante para casos de hiperglicemia, agentes analgésicos para cefaleia e cervicalgia, anti-hipertensivos para controle da hipertensão arterial sistêmica.

TRATAMENTO CIRÚRGICO: As indicações de cirurgias incluem sinais de agravamento no exame neurológico, elevação da PIC ou sinais de compressão do tronco cerebral. As cirurgias podem evitar o sangramento em um aneurisma não roto ou que já se rompeu, isolando este aneurisma por meio de ligadura ou clipe através de seu colo. Evacuação cirúrgica é mais frequentemente realizada por meio de craniotomia. Pode-se utilizar técnicas endovasculares em clientes selecionados para ocluir o fluxo sanguíneo da artéria que alimenta o aneurisma com molas, ou outras técnicas podem ser usadas para ocluir o próprio aneurisma.
A ENFERMAGEM DEVE OBSERVAR OS SINAIS DE COMPLICAÇÃO EM PÓS OPERATÓRIO IMEDIATO: Possíveis complicações (Desorientação, amnésia, síndrome de Korsakoff, alterações da personalidade, distúrbios eletrolíticos, oclusão pós-operatória da artéria e hemorragia digestiva).

PRESCRIÇÃO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM CLÍNICO-CIRÚRGICO

• Avaliar a pressão arterial de 10/10 min na primeira hora pós operatório, depois 15/15, 30/30 e 1h/1h, assim sucessivamente.
• Observar e registrar sinais de desorientação e sintomas neurológicos;
• Administrar medicamentos prescritos pelo médico e observar efeitos colaterais;
• Manter decúbito elevado a 45º para diminuir a PIC, caso esteja aumentado;
• Realizar cateterismo vesical de demora para controle hidreletrolítico;
• Manter acesso venoso salinizado;
• Realizar mudanças de decúbito a cada 2 horas;
• Comunicar ao médico quaisquer alterações significativas;
• Monitorar o estado respiratório e registrar no prontuário;
• Oferecer ambiente tranquilo, sem estímulos sensoriais e cognitivos exacerbadamente;
• Orientar o paciente a evitar esforço ou manobra de Valsalva;
• Evitar bebidas cafeinadas;
• Promover movimentação passiva dos músculos afetados pela disfunção neurosensorial;
• Realizar todos os cuidados pessoais, incluindo alimentação e higiene pessoal;
• Administrar emolientes fecais e laxantes suaves em casos de constipação intestinal;
• Observar sinais de vasospasmo (cefaleia intensificadas, alterações neurológicas, paralisias parciais) e comunicar ao médico;
• Em casos de convulsões, manter a via aérea desobstruídas e posicionar o paciente em decúbito lateral, além de administrar anticonvulsivantes; 
• Manter a estimulação neuro-sensorial-cognitivo em nível mínimo;
• Reorientar o paciente para ajudar a manter a orientação de tempo/espaço;
• Manter o cliente e a família bem informados sobre o estado de saúde do mesmo;

OUTRAS IMAGENS DE AVEH




Então é isso profissionais. SE INSCREVAM NO MEU CANAL NO YOUTUBE, vou lançar o primeiro vídeo profissional sobre cuidados clínicos em geral para ENFERMAGEM, MEDICINA e todas as outras áreas da saúde. CLIQUE AQUI  para ser direcionado ao YOUTUBE. 


Até a próxima...

CURATIVO EM INSERÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL

BOM DIA PROFISSIONAIS DE SAÚDE!!!!


O assunto que vou tratar hoje é algo bem sério e que muitos profissionais de enfermagem, principalmente, não sabem como executar e como fazer esse procedimento. Como o título está nos dizendo, hoje é dia de estudar sobre curativos em inserção de cateter venoso central. É um procedimento que requer supervisão direta do enfermeiro, nas unidades de terapia intensiva, neonatal e em outros setores onde o paciente possui um cateter venoso central, seja ele colocada na Subclávia, jugular interna ou nas periferias (PICC).



De acordo com um artigo científico publicado no ano de 2017 (recente), por Junior & Guilherme et al, o desenvolvimento contínuo da equipe de enfermagem é uma característica importante para a realização dos curativos de cateter venoso central, prevenindo assim as chances de desenvolvimento de infecção da corrente sanguínea. Este tipo de cuidado de enfermagem, pode fazer a diferença entre a vida e a morte, a partir do pensamento de que o paciente com baixa imunidade, com disfunções orgânicas consideráveis, não será capaz de suportar este tipo de infecção.



O objetivo principal desse tipo de curativo é prevenir infecções na inserção do cateter venoso central e prevenir também a saída acidental desse cateter da veia do paciente. A responsabilidade desse procedimento cai sobre toda equipe de enfermagem destinada ao cuidado do paciente (ENFERMEIROS, TÉCNICOS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM). Esse procedimento requer uma atenção maior, pois além de realizarmos este cuidado, devemos ter o trabalho de monitorar esse curativo contínuamente, avaliando edema, dor, rubor, calor (sinais flogísticos), além de febre, náuseas e vômitos, que são frequentes em pacientes vítimas de infecção.

MATERIAL A SER UTILIZADO: Bandeja, kit de curativo ou luva estéril, luva de procedimento, 1 ampola de 10 ml de solução fisiológica, clorexidina alcoólica 0,5%, adesivo hipoalergênico ou 1 filme transparente de poliuretano, 1 gaze para inserção de cateter, 1 pacote de gaze estéril,saco plástico.

Para realizar este procedimento, o profissional de saúde deve realizar a lavagem das mãos antes e depois do procedimento, informar o paciente (se consciente) sobre o procedimento, tirando todas as suas dúvidas, utilizar preferencialmente curativo a base de filme transparente, para melhorar a visualização do sítio de punção, podendo identificar com maior precisão sinais de infecção. Durante a realização do curativo, deve ser feita a limpeza do sítio inicialmente com SF 0,9% e depois clorexidina alcoólica 0,5%, para diminuir as chances de infecção. A luva que deve ser utilizada é luva estéril para realização do novo curativo. Dê preferência de de adesivo hipoalergênico ao invés de esparadrapo, pois não irá agredir tanto a pele. O curativo com gase estéril deve ser trocado a cada 24 horas. O curativo com filme transparente pode durar até 7 dias, devendo ser avaliada pelo profissional diariamente.
Durante o banho do paciente, o curativo deve ser coberto com plástico impermeável para protege-lo. Todos esses cuidados devem ser registrados, para a segurança do profissional e do paciente. Os diagnósticos de enfermagem não devem ser descartados, devendo o enfermeiro realiza-los para uma melhor decisão terapêutica.
Por hoje é só pessoal!!!!

SE INSCREVA NO MEU CANAL NO YOUTUBE QUE É NOVO, CRIEI RECENTEMENTE, POIS ESTOU PENSANDO EM CRIAR VÍDEOS A RESPEITO DE PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM E CUIDADOS COM A SAÚDE EM GERAL. PRECISO DO APOIO DE TODOS VOCÊS!! CLIQUE AQUI PARA IR DIRETO PARA O CANAL.

Até logo pessoal!!! Bye!

sábado, 14 de abril de 2018

CONSULTÓRIO DE ENFERMAGEM: REALIDADE CONSOLIDADA!

BOA TARDE AMIGOS E AMIGAS DA ENFERMAGEM!!!
Tudo bem com vocês????👌👌

Nosso tema de hoje é bem empolgante para toda classe de enfermagem, em especial, para os enfermeiros, algo que até então era bastante discutido entre nós mesmos e outras classes de saúde, a respeito dos CONSULTÓRIOS DE ENFERMAGEM. Como todos nós sabemos, diversas profissões da saúde, possuem conhecimento científico para a realização de suas atividades em consultorias, e com a enfermagem não poderia ser diferente.

O conselho federal de enfermagem, no dia 20/02/2018, publicou no diário oficial da união, a Resolução nº.0568/2018 que regulamenta o funcionamento dos consultórios e clínicas de enfermagem em todo o Brasil. Para ler a resolução na íntegra, Clique Aqui. Para resumir toda a história, o profissional de enfermagem de nível superior, através desta resolução, fica legalizado para montar clínicas e consultórios de enfermagem.
Realmente é um verdadeiro TABU ainda para leigos, pois, como todos nós sabemos, os leigos não possuem conhecimento da real função de um enfermeiro. Eles acreditam que o enfermeiro é ainda um profissional subordinado a médicos e outras entidades da saúde, e que não somos capazes de agir por conta própria. É triste saber dessa realidade ainda, já que hoje em dia, o enfermeiro além de se formar numa instituição pública ou privada (no minimo 04/05 anos), ainda fazer residência ou pós-graduação (em média 02 anos), mestrado e doutorado (08/09 anos), enfim, passar por isso tudo, e ainda assim, ser menosprezado por leigos e até mesmo pelos colegas de trabalho.
Os enfermeiros hoje, com todo conhecimento técnico-científico, é capaz de se responsabilizar pelo atendimento realizado por ele e pela equipe de enfermagem a ele subordinada. Dentro dos consultórios de enfermagem, este enfermeiro, iria realizar a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) nos paciente e juntamente com isso, o processo de enfermagem iria ser preconizado. 
A pergunta agora é: COMO O ENFERMEIRO IRÁ TRABALHAR EM CONSULTÓRIO DE ENFERMAGEM E O QUE ELE PODERÁ REALIZAR DENTRO DESSE AMBIENTE?
Respondendo a essa pergunta, vamos direto ao assunto! Irei dizer em tópicos as funções do enfermeiro dentro do consultório de enfermagem (na minha perspectiva), ou seja, eu vou dizer aqui o que eu faria se eu quisesse montar um consultório futuramente para eu atender a população que carece de cuidados especializados. Vale lembrar que, assim como eu, outros enfermeiros podem inovar e criar suas próprias técnicas de atendimento, mediante embasamento científico que comprovem tudo que fizer!

Durante meu atendimento dentro de um consultório, eu iria fazer esses itens abaixo:

•Anamnese: Iria entrevistar aquele cliente que ali se encontra, realizar perguntas referente sua vida e tudo que ele está sentindo, iria procurar a fundo, através desta entrevista, potenciais problemas a ser levantados para dar embasamento ao meu diagnóstico!
•Exame Físico: Iria realizar um exame físico bem detalhado e completo no meu cliente! Iria realizar um exame geral e logo depois o exame específico (com base nos sinais e sintomas), ou vice-versa, para obter uma análise mais apurada, através das técnicas que aprendi na faculdade: Inspeção, ausculta, percussão e palpação.
•Exames Complementares (em questão): Iria solicitar exames complementares para auxiliar no meu diagnóstico de enfermagem. Seria importante eu solicitar esses exames, pois poderia detectar alguma anormalidade patológica que não seria da minha alçada tratar, ai teria que encaminhar este cliente para um profissional médico, ou fisioterapeuta, ou nutricionista. Esses exames complementares daria uma segurança maior no meu diagnóstico, não necessariamente precisaria solicitar esses exames.
•Diagnosticar, Prognosticar e Prescrever: Com base em todos os achados que eu ira desvendar, iria chegar a uma conclusão diagnóstica de enfermagem, e através desses diagnósticos iria prescrever os cuidados necessários para o tratamento desse problema de saúde, ou que irá reabilitar a saúde, ou prevenir doenças. Esse é o momento importantíssimo da consulta de enfermagem, pois irá definir o alvo e as metas que quero alcançar enquanto enfermeiro.
•Evolução: Após o tratamento de enfermagem, eu iria evoluir esse paciente nas próximas consultas, identificando sua melhora clínica, ou identificando novos problemas de saúde que irão surgir. Essa etapa merece atenção especial dos outros profissionais de saúde, pois o enfermeiro (no caso eu) irá trabalhar em conjunto com outras especialidades, caso seja detectados novos problemas que não compete ao enfermeiro tratar.

Dentre os procedimentos que podemos realizar, além dessa consulta de enfermagem, destacamos:

• Passagem de SNG/SNE (sinfonagem e gavagem);
• Administração de medicamentos com receita (TODAS AS VIAS);
• Retirada de pontos;
• Aspiração;
• Tratamentos alternativos (Diversos);
• Acupuntura;
• Auriculoterapia;
• Banho de aspersão (caso seu consultório tenha banheira);
• Crioterapia;
• Sondagem vesical de alívio e de demora;
• Lavagem intestinal;
• Aconselhamentos nos diversos ciclos da vida;
• Tratamento de Feridas e lesões diversas;
• etc;

ENTÃO É ISSO PESSOAL, APROVEITEM A CHANCE QUE A ENFERMAGEM TEM PARA VOCÊS CRESCEREM. VAMOS INOVAR, MOSTRAR A SOCIEDADE QUE SOMOS ENFERMEIROS COM MUITO ORGULHO E QUE FAZEMOS A ENFERMAGEM COM EMBASAMENTO TÉCNICO-CIENTÍFICO PARA PROMOÇÃO, PROTEÇÃO, RECUPERAÇÃO DA SAÚDE, PREVENÇÃO DE DOENÇAS E AGRAVOS Á SAÚDE.

Até mais...


sexta-feira, 13 de abril de 2018

MERCADO DE TRABALHO NA ENFERMAGEM

BOA TARDE PESSOAL!!!!

Tudo bem com vocês?👀

O assunto que vou falar hoje com vocês é sobre o mercado de trabalho na enfermagem aqui no RIO DE JANEIRO, e acredito que em outros estados do Brasil também estão na mesma situação. 
Quem acompanha o blog, sabe que sou enfermeiro, me formei em dezembro de 2017 e atualmente encontro-me desempregado como muitos brasileiros por ai. Nesse dilema de arrumar emprego, percebi algumas coisas que são bem tristes e que está me desmotivando cada vez mais. As vezes, começo a pensar que não sou bom o suficiente para estar numa área de grande responsabilidade e que envolve cuidado com a VIDA.
Quero deixar bem claro aqui que não estou querendo desmotivar ninguém a exercer a enfermagem, pelo contrário, quem ama nossa profissão, deve seguir com ela e ser um excelente profissional, do contrário, aqueles que por ventura não gosta da enfermagem e que está estudando apenas porque não passou em medicina, sugiro sair logo, pois o mercado ESTÁ MUITO DIFÍCIL para quem gosta, imagina para aqueles que não gostam!
Pessoal, a nossa área está muito difícil de se arrumar um emprego, principalmente para os recém formados. Eu sou enfermeiro, fiz diversos cursos para melhorar meu currículo (Habilitação em PICC adulto e infantil, Suporte Avançado de Vida, Suporte Básico de Vida, Vacinação, Primeiros socorros, Controle do câncer,etc) e mesmo assim está muito difícil para eu ingressar no mercado, pois me falta o principal: EXPERIÊNCIA em carteira.
A maioria das vagas de emprego disponíveis destinam-se a profissionais que possuem experiência na área. Isso prejudica muito o profissional recém-formado, pois as chances de se ter o primeiro emprego para "esquentar a carteira" caem consideravelmente. Essa experiência torna-se ainda mais difícil, quando há aqueles casos de "Quem indica" que pioram ainda mais e tornam a competição injusta para muitas pessoas. A enfermagem, antigamente, era bastante tranquila em termos de trabalho, e hoje, devido ao crescente numero de faculdades e cursos técnicos formando muitos e muitos profissionais, está se tornando cada vez mais difícil iniciar a carreira.
Como estou bastante tempo dentro de casa, observo nos jornais, a falta de profissionais de saúde (Não só da enfermagem) em diversas instituições públicas, e fico pensando, com tanta gente da área da saúde desempregada, por quê não dar oportunidades para trabalhar? Vejo também, os baixos salários que algumas instituições de saúde fornecem aos profissionais, e com certeza, com essa crise e dificuldade de se arrumar um emprego, muita gente acaba se submetendo a receber pouco para trabalhar.
Com essa dificuldade, pude perceber coisas valiosas que podem fazer a diferença e que talvez possa melhorar as chances de se obter um emprego. Não sou a melhor pessoa para dissertar sobre táticas que vai ajudar a conseguir um primeiro emprego na enfermagem, mas, como estou tendo a experiência de estar desempregado e de ficar constantemente em sites de vagas de emprego, consigo reunir coisas que podem fazer a diferença durante a procura e aumentar as chances de se obter um bom emprego:

Segue abaixo as dicas em tópicos:

• PACOTE OFFICE COMPLETO (faz muita diferença o profissional que domina esse quesito)
• PÓS-GRADUAÇÃO ou RESIDÊNCIA (as chances de se obter um emprego disparam)
• CURSOS DE HABILITAÇÃO EM PROCEDIMENTOS (diferenciam o profissional)
• LÍNGUA ESTRANGEIRA (INGLÊS/ESPANHOL/MANDARIM principalmente)
• CURSOS DE ATUALIZAÇÕES (mostra que o profissional está sempre se reciclando)

Todos esses itens acima, destacam o profissional de saúde e aumentam as chances dele arrumar um bom emprego. Torno a repetir, não sou a voz da razão e não estou falando que vocês não irá conseguir caso não tenha nada disso, só estou dizendo que esses cursos tornam o profissional diferenciado.

ENTÃO É ISSO NOBRES AMIGOS DA ENFERMAGEM E DA SAÚDE, TIVE QUE DESABAFAR UM POUCO, PORQUE A SITUAÇÃO NÃO ESTÁ NADA FÁCIL E A DICA QUE DOU É ESSA: NÃO DESISTA, NÃO PARE DE ESTUDAR, MANTENHA-SE ATUALIZADO E SE PUDER, SE QUALIFIQUE. 

Até mais........

terça-feira, 10 de abril de 2018

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL - COMO TRATAR SEM O USO DE MEDICAMENTOS

BOA TARDE AMIGOS DA SAÚDE!!!!



Tudo bem com vocês? ☺☺

HOJE, iremos falar de um assunto que acometem muitos brasileiros e acredito que muitas pessoas no mundo, é um problema de saúde comum e que na grande maioria das vezes, nós não damos tanta importância em procurar ajuda especializada para tratar esse problema, que é a famosa constipação intestinal!


De acordo com o livro de diagnósticos de enfermagem da NANDA (2015-2017), o conceito de constipação intestinal se caracteriza pela "diminuição na frequência normal de evacuação, acompanhada por eliminação difícil ou incompleta de fezes e/ou eliminação de fezes excessivamente duras e secas".

Esse problema de saúde, muitas vezes pode estar relacionado a problemas funcionais (pouca atividade física, fraqueza dos músculos abdominais, hábitos irregulares de evacuação...), problemas mecânicos (Abcesso retal, aumento da próstata, desequilíbrio eletrolítico, gravidez...), farmacológico (abuso de laxantes e outros agentes farmacológicos), fisiológicos (desidratação, dentição inadequada, hábitos alimentares inadequados...) e psicológicos (depressão, pertubação emocional, confusão mental...).  

Dentre os sinais e sintomas da CONSTIPAÇÃO, podemos observar dor á evacuação, esforço para evacuar, fezes duras e formadas, incapacidade para defecar, massa abdominal palpável, mudança no padrão intestinal, entre outros fatores. Os pacientes que possuem esses sinais e sintomas, deve procurar um profissional de saúde imediatamente para poder tratar adequadamente e usufruir da recuperação mais rápida.
                                            



COMO ESSE BLOG É DIRECIONADO ESPECIALMENTE PARA A ENFERMAGEM, COMO ESSES PROFISSIONAIS ATUAM NESSE PROBLEMA DE SAÚDE?

O enfermeiro, sendo o profissional líder da equipe de enfermagem, realiza uma consulta de enfermagem (composta por anamnese e exame físico), após isso, com os dados obtidos, é feito o diagnóstico de enfermagem (muitas vezes o paciente apresenta outras condições além da constipação que merece atenção da equipe de enfermagem), e após isso é feito do plano de metas a serem alcançadas e em seguida a prescrição dos cuidados de enfermagem, sendo acompanhada da implementação da assistência.

SOBRE A CONDUTA TERAPÊUTICA DE ENFERMAGEM, CRIEI UM MÉTODO BEM PRÁTICO QUE PODE SER ENSINADO PARA O PACIENTE E SUA FAMÍLIA, SEGUE ABAIXO:

Aumentar a ingestão de líquidos (água)
Ideal até 1.500 ml p/dia
07 hrs, 09 hrs, 12 hrs, 14hrs, 16 hrs, 18 hrs, 20 hrs, 22 hrs (Aprox 18 ml por cada hora prescrita)
Melhora da mobilidade intestinal, amolecimento das fezes e dificulta ressecamento fecal.

Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibra (maçã com casca, ameixa, mamão)

2x á 3x por semana (mamão), 1 porção por dia (maçã e ameixa)
Diminui o tempo de exposição das fezes no trato intestinal, melhora a mobilidade intestinal e melhora a absorção de nutrientes.


Realizar exercícios regularmente (Abdominais e deambulação)


10/3 com intervalo de 2 minutos para descansar
2x ou 3x por semana
Acelera o metabolismo, quebra gorduras localizadas, transforma a gordura em ATP para as células musculares, melhora o transito intestinal e aumenta a mobilidade intestinal.
Realizar massagem terapêutica em movimento circulares no sentido do transito intestinal (sentido horário)


2x ao dia
Acelera o transito intestinal, auxilia na movimentação passiva das fezes pelo trato intestinal.
Ingerir bebidas quentes 30 minutos antes de evacuar(suco de ameixa, chá quente)


Sempre que necessário
Auxilia no processo de evacuação, facilita a eliminação das fezes e ameniza o desconforto intestinal.

Definir um horário fixo para a evacuação

18 horas, 19 horas, 20 horas, 21 horas
(Escolher um horário)
Auxilia no controle de evacuação, ajuda a regular a frequência e treina o trato intestinal.

Diminuir derivados do leite e carne e aumentar a ingestão de fibras

Até regular o trânsito intestinal
Facilitará no controle do trânsito intestinal, auxilia no aumento da mobilidade intestinal.


Essa conduta foi criada por mim, fiz uma tabela clínica que pode ser muito útil na assistência de enfermagem a todos os públicos (infantil, adulto e idoso). Claro que essa conduta pode ser alterada, dependendo das condições clínicas do paciente (capacidade mental, físico, espiritual).


ENTÃO É ISSO PESSOAL, seguindo todas as minhas orientações, acredito que possa ter uma melhora clínica bem considerável. JÁ AVISO LOGO: ESSES CUIDADOS DE ENFERMAGEM NÃO SUBSTITUEM UMA ASSISTÊNCIA COM PROFISSIONAIS DE SAÚDE. PORTANTO, A CONSULTA COM ENFERMEIRO, MÉDICO OU FISIOTERAPÊUTA É MUITO IMPORTANTE PARA SE OBTER SEGURANÇA NO TRATAMENTO.


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