segunda-feira, 7 de maio de 2018

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

Boa tarde PROFISSIONAIS da SAÚDE!!!

Tudo bem com vocês??


Para começar nossa segunda feira com o pé direito, vamos abordar um tema muito discutido no nosso meio, um tema que quebra paradigmas e pensamento de diversos autores de livros e artigos científicos de diversas profissões que lidam diretamente com essa patologia em específico. Hoje iremos discutir sobre o INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO e determinar os principais CUIDADOS DE ENFERMAGEM que devemos ter com o paciente acometido por essa doença. 



De acordo com BRUNNER & SUDDATH (2016) a síndrome coronariana aguda (SCA) é uma situação de emergência caracterizada por início abrupto de isquemia miocárdica, que irá resultar em morte das células miocárdicas se intervenções efetivas não forem realizadas imediatamente. Essa condição se configura como emergência cardiovascular e requer um atendimento médico e de enfermagem específico e adequado.



FISIOPATOLOGIA:

Na ANGINA INSTÁVEL ocorre redução do fluxo sanguíneo em uma artéria coronária, frequentemente em decorrência da ruptura de uma placa aterosclerótica. Trata-se de uma situação aguda que pode resultar em dor torácica e outros sintomas, sendo, algumas vezes, designada como angina pré-infarto, visto que o cliente, provavelmente, sofrerá IAM se não forem efetuadas intervenções imediatas.
No caso do IAM, a ruptura da placa e a formação subsequente de trombo resultam em oclusão completa da artéria, levando a isquemia e necrose do tecido miocárdico suprido por essa artéria. Outras causas de IAM incluem vasospasmo de uma artéria coronária, diminuição do suprimento de oxigênio e demanda aumentada de oxigênio. Um IAM pode ser definido pelo tipo, pela localização da lesão na parede ventricular, ou pelo momento no tempo durante o processo do infarto.


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

👉 Dor torácica que surge subitamente e que continua, apesar do repouso e da medicação;
👉 Dispneia (falta de ar);
👉 Indigestão;
👉 Náusea e ansiedade;
👉 Pele fria, pálida e úmida;
👉 Frequência cardíaca e respiratória pode ser mais rápida que o padrão normal;
👉 Dor lombar, dor no estômago, fadiga e formigamento nas pernas constituem sintomas atípicos;

ACHADOS DIAGNÓSTICOS:

👉 História Clínica e exame físico cardiovascular;
👉 ECG de 12 derivações;
👉 Ecocardiograma;
👉 Enzimas e biomarcadores cardíacos;

TRATAMENTO CLÍNICO:

👍 Morfina para dor e desconforto;
👍 Oxigenioterapia;
👍 Nitroglicerina para causar vasodilatação e aumentar o aporte de oxigênio;
👍 AAS (ácido acetilsalicílico), heparina, para evitar a formação de coágulos;
👍 Betabloqueadores para arritmias;
👍 Trombolíticos;
👍 Cateterismo cardíaco (Intervenção coronariana percutânea);
👍 Bypass da artéria coronariana;

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

👍 Realizar ECG o mais rápido possível;
👍 Realizar acesso venoso e mante-lo salinizado;
👍 Realizar oxigenioterapia conforme prescrição médica ou de enfermagem;
👍 Posicionar o cliente em Fowler 45º;
👍 Orientar o paciente a realizar respiração profunda;
👍 Avaliar os sinais vitais com frequência;
👍 Manter o cliente em repouso no leito;
👍 Realizar o balanço hídrico para avaliar a sobrecarga hídrica;
👍 Oferecer dieta hipossódica e hipocalórica;
👍 Monitorar possíveis complicações avaliando: Os sinais vitais, os exames laboratoriais, estado de consciência, bulhas cardíacas, dor torácica, estado respiratório, débito cardíaco, etc..

É MUITO TRABALHO PARA A EQUIPE DE SAÚDE QUE IRÁ TRATAR UM PACIENTE COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO. REALMENTE PRECISA DE ESTUDOS PROFUNDOS E CONHECIMENTOS CLÍNICOS APURADOS PARA OFERECER A MELHOR ASSISTÊNCIA.

Até a próxima...

sexta-feira, 4 de maio de 2018

LÍDER OU CHEFE? QUAL É O MELHOR?

Boa tarde PROFISSIONAIS da Saúde!!!

Tudo bem com vocês?

Para nossa matéria de hoje, vou abordar um assunto que é mais voltado para os profissionais que exercem atributo de líder ou chefe dentro de uma instituição, em especial, da saúde. Em geral, dentro de uma instituição de saúde, médicos e enfermeiros exercem essa função de líder da equipe! O líder basicamente é aquele que lidera um grupo, é aquele em que o grupo tem mais empatia e se torna um ícone para seguir ou ser seguido.


É importante ressaltar aqui que o líder de saúde precisa ter conhecimentos bem profundos, não só de questões ligados a saúde humana, mas também de gestão e controle de pessoal. A enfermagem é uma ciência que estuda não só as necessidades humanas, mas também sua relação multiprofissional e interpessoal com os colegas que trabalham ao seu lado. Existe uma diferença muito grande de chefe e líder!

O CHEFE

De acordo com o dicionário Aurélio, o chefe é uma peça honrosa no terço superior do escudo, funcionário ou empregado que dirige um serviço, diretor, cabeça principal, soldado que, em cada fila, está a frente. Nos termos populares, o chefe é o profissional que coordena um grupo de pessoas ou equipe. Dentro da Enfermagem, existem enfermeiros chefes de equipe e de setores diversos dentro de um ambiente de saúde. Geralmente o chefe é o mais "odiado", pois as atitudes dele só impõe medo e desconfiança, o que pode ser prejudicial para o trabalho de direção.


O LÍDER

Ainda segundo o dicionário Aurélio, o líder é aquele que lidera determinado setor de atividade ou uma competição. É uma pessoa que exerce influência sobre o comportamento, pensamento ou opinião dos outros. O líder dirige um serviço. Nos termos populares, o líder tem a função de conduzir pessoas, grupos ou equipes, seja onde for. O líder trabalha junto com os seus liderados para alcançar a meta. Geralmente o defeito do líder é acabar se deixando levar pela equipe ou grupo, trazendo injustiça para certas pessoas durante um conflito em que o líder precise resolver.


MINHA OPINIÃO REFERENTE AOS DOIS!!

Acredito que todos os profissionais que exerçam a função de coordenação e direção de um ambiente hospitalar ou de qualquer outro ambiente precisa ter os dois atributos. Não basta ser unicamente chefe ou ser unicamente líder. O líder costuma ter mais influência numa equipe enquanto que o chefe costuma ter mais respeito. Portanto, determinados momentos, é importante ter essas duas qualidades. 

Particularmente falando a respeito de um enfermeiro líder/chefe de uma equipe de enfermagem, ele precisa ser atencioso, deter conhecimentos clínicos e de gestão de saúde, ter sabedoria para mediar conflitos e aprender a respeitar e educar sua equipe em saúde. O enfermeiro líder ou chefe deve conhecer e trabalhar em conjunto com sua equipe. Não basta só ficar sentado na frente da mesa, como meus colegas apelidam, de "enfermesa", mais do que isso, é preciso saber trabalhar em equipe e ter um bom diálogo com seus colegas.

Segue algumas dicas para ser um bom líder/chefe:

👍 Ter sabedoria para tomar decisões imediatas e sérias;
👍 Ter bom relacionamento interpessoal, intersetorial e multidisciplinar;
👍 Saber mediar conflitos sem beneficiar um ou outro;
👍 Procurar atender as necessidades do contratante do serviço;
👍 Evitar ser beneficiado por um serviço seu;
👍 Ouvir os questionamentos da sua equipe e fazer o que é necessário;
👍 Atender as necessidades do seu pessoal, sem afetar direta ou indiretamente o contratante;
👍 Evitar obter vantagens em cima de decisões tomadas;
👍 Ensinar sempre sua equipe, isso é FUNDAMENTAL;



REFERÊNCIA

DE GARCIA, Bianca Lessa et al. RELAÇÃO ENTRE LIDERANÇA E VÍNCULOS PROFISSIONAIS: PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS. Revista de Pesquisa em Saúde, v. 18, n. 2, 2018.

Conteúdo bem prático e simples que podem ajudar vocês no dia-a-dia!!! Até a próxima!!

quinta-feira, 3 de maio de 2018

PRIMEIRO EMPREGO: COMO CONQUISTAR?

Boa tarde PROFISSIONAIS de ENFERMAGEM!!!

Tudo bem com vocês?

No nosso assunto de hoje, quero abordar uma reflexão sobre o mercado de trabalho na nossa área de atuação, que é a ENFERMAGEM. Antigamente, a uns 10/15 anos atrás, a enfermagem era uma área muito escassa de profissionais, existiam muita vaga para poucos profissionais, ou seja, era muito mais fácil conseguir obter um primeiro emprego.


Com o passar do tempo, foram abrindo muito mais cursos técnicos e muitas faculdades aderiram a graduação em enfermagem, o que teve como resultado um número cada vez mais crescente de enfermeiros e técnicos de enfermagem no mercado, e qual foi o resultado disso??

Imaginem só, antes existiam muita vaga para poucos profissionais, hoje existe muitos profissionais de enfermagem para poucas vagas. O número de vagas permaneceu o mesmo, porém o número de profissionais triplicou, o que gerou uma sobrecarga de profissionais no mercado competindo a mesma vaga.

Atualmente, existem muitos enfermeiros e técnicos de enfermagem formados, porém, poucos são os diferenciados dentro da área. Isso quer dizer que, muitas pessoas se acomodaram e permaneceram inertes: Não procuraram se especializar, não fizeram cursos de extensão, não tiveram idéias de empreendimento, ficaram apenas na formação acadêmica.

Porém, pela experiência que tive, posso afirmar 3 pontos importantes que o mercado está fazendo com os profissionais de enfermagem, até mesmo os profissionais de outras áreas:

👎 AS VAGAS DE EMPREGO SE RESTRINGE A PROFISSIONAIS COM QI ELEVADO (QUEM INDICA) :( 
👎 AS VAGAS DE EMPREGO SE RESTRINGE A PROFISSIONAIS COM PÓS-GRADUAÇÃO PARA NÍVEL SUPERIOR. PARA TÉCNICOS, AS VAGAS SE RESTRINGE A QUEM TEM CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO.
👎 AS VAGAS DE EMPREGO SE RESTRINGE A PROFISSIONAIS COM EXPERIÊNCIA ANTERIOR!

PORTANTO, sabendo de tudo isso, vamos ao que interessa: SEGUE ALGUMAS DICAS IMPORTANTES PARA AUXILIAR VOCÊS A ARRUMAR O PRIMEIRO EMPREGO:

👍NÃO PAREM DE ESTUDAR: FAÇAM CURSOS IMPORTANTES PARA INCREMENTAR SEU CURRÍCULO. NÃO PERCA TEMPO COM CURSOS QUE VOCÊ NÃO IRÁ UTILIZAR NA PRÁTICA CLÍNICA.
👍FAÇAM AMIZADES PROFISSIONAIS. NADA MELHOR DO QUE OBTER NOVOS CONTATOS QUE POSSAM TE AJUDAR A INGRESSAR NO MERCADO DE TRABALHO.
👍 APRENDAM A FAZER UM CURRÍCULO IDEAL E OBJETIVO, NÃO ENCHAM DE COISAS INÚTEIS. DÊ ENFASE NOS CURSOS QUE VOCÊ FEZ, QUALIFICAÇÕES E EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL IMPORTANTE.
👍SEJA DISCRETO (A). EVITE CONTAR SUAS VITÓRIAS E CONQUISTAS PARA O MUNDO TODO.
👍 TENHA ESPÍRITO DESAFIADOR: MANDE CURRÍCULOS PARA TODOS OS LUGARES POSSÍVEIS. UM DELES IRÁ TE CHAMAR PARA ENTREVISTA! E ENQUANTO NÃO ESTÁ COM CARTEIRA ASSINADA, NÃO FIQUE PARADO: ELABORE ARTIGOS, ESTUDE, TENHA ESPÍRITO DE EMPREENDEDORISMO, FAÇA SERVIÇOS CURINGA, FAÇA CURSOS PARA TRABALHAR COMO AUTÔNOMO, CRIE IDÉIAS!
👉 ESTUDE PARA CONCURSOS PÚBLICOS! UMA ÓTIMA MANEIRA DE OBTER UM EMPREGO COM ÓTIMO SALÁRIO, E TER ESTABILIDADE! 


Pessoal, são dicas básicas para quem está iniciando na enfermagem, ou em qualquer área de atuação. O mercado está exigente, então seja diferente. Existem muitos profissionais formados, mas poucos se destacam, por serem diferentes. 

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terça-feira, 1 de maio de 2018

ISTs (SÍFILIS): MEDIDAS DE PREVENÇÃO E TRATAMENTO!

Boa tarde Profissionais e demais leitores!!!

Tudo bem com vocês?

Hoje, nosso tema terá como foco ISTs (Infecção sexualmente transmissível) com enfase sobre sífilis. A doença sexualmente transmissível é um termo para descrever doenças adquiridas por meio de contato sexual com uma pessoa infectada. Essas doenças tem graves consequências para a saúde; representam ônus financeiro estimado em até 17 bilhões de dólares por ano (BRUNNER & SUDDATH, 2016).

Em geral, os clientes acometidos com sintomas de infecção sexualmente transmissível frequentemente relutam em procurar assistência médica em um momento oportuno. Dependendo do tipo de doença que estamos falando, as ISTs podem evoluir sem sintomas, e qualquer retardo no diagnóstico e no tratamento é potencialmente prejudicial, visto que o risco de complicações para o indivíduo infectado aumenta com o decorrer do tempo.

FISIOPATOLOGIA DAS ISTs:

As portas de entrada dos microrganismos que causam IST e os locais de infecção incluem a pele e o revestimento mucoso da uretra, colo do útero, vagina, reto e orofaringe. As ISTs podem ser adquiridas in útero, a partir da mãe infectada. Os sintomas são variáveis, dependendo do microrganismo infectante, e podem simular outros diagnósticos.

Vamos ao que interessa para o tema de hoje! Sabendo de tudo isso vamos falar sobre a SÍFILIS!

A sífilis é uma doença infecciosa aguda e crônica causada pela espiroqueta Treponema Pallidum. Os estágios primário, secundário e terciário refletem o intervalo de tempo entre a infecção e as manifestações clínicas observadas nesse período. Esses estágios constituem a base para as decisões de tratamento.
• A sífilis primária ocorre em 2 a 3 semanas após a inoculação inicial. Surge uma lesão indolor no local de infecção, denominada cancro, que habitualmente desaparece em 3 a 12 semanas.
• A sífilis secundária ocorre quando a disseminação hematogênica dos microrganismos a partir do cancro original leva a uma infecção generalizada. O exantema da sífilis secundária surge cerca de 2 a 8 semanas após o cancro e acomete o tronco e os membros, incluindo as palmas das mãos e a planta dos pés. Os sinais generalizados de infecção podem incluir linfadenopatia, artrite, meningite, queda dos cabelos, febre, mal-estar e perda de peso.
• A sífilis terciária é o estágio final da história natural da doença. Entre 20% e 40% dos indivíduos acometidos não apresentam sintomas. A sífilis terciária manifesta-se na forma de uma doença inflamatória lentamente progressiva, com potencial de acometer múltiplos órgãos. As manifestações mais comuns nesse nível consistem em aortite e neurossífilis, conforme evidenciado pela ocorrência de demência, psicose, paresia, acidente vascular encefálico ou meningite.


ACHADOS DIAGNÓSTICOS:

• História clínica e exame físico completo;
• Avaliações laboratoriais são importantes;
• Identificação direta do espiroqueta obtido de um cancro;
• Testes sorológicos, como testes não treponêmicos ou de reagina (VDRL), ou o teste em cartão da reagina plasmática rápida (RPR-CT); teste do anticorpo antitreponêmico fluorescente (FTA-ABS) e o teste de micro-hematoglutinação (MHA-TP);

TRATAMENTO CLÍNICO:

• Antibioticoterapia em todos os estágios da doença;
• Para sífilis inicial com menos de 1 ano de duração, o método terapêutico é a administração intramuscular em dose única da Penicilina G benzatina; Pode ser substituído pela doxiciclina se o cliente for alérgico á penicilina;
• A sífilis latente tardia ou a sífilis latente de duração desconhecida deve ser tratada com três injeções de antibiótico, a intervalo de 1 semana;

PREVENÇÃO CONTRA SÍFILIS

• Utilizar preservativos da maneira correta para formar uma barreira protetora contra a transmissão de microrganismo;
Realizar a higiene íntima antes e depois do ato sexual;
Orientar a população mais carente sobre métodos contraceptivos e auxiliar na educação sexual;
Evitar múltiplos parceiros sexuais, pois pode ser um risco muito grande de transmissão de doenças;
Reunir grupos de discussão sobre ideias para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
Procurar ajuda da equipe de saúde, sempre que necessário;
Realizar exames periódicos de saúde para monitorar o seu estado de saúde;

segunda-feira, 30 de abril de 2018

INFLUENZA: MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE!

Boa noite MEU PÚBLICO!!!!

Tudo bem com vocês?

O tema de hoje é bastante comentado em todo o Brasil, e acredito que no mundo todo também esteja sendo comentado, sobre esse problema que afeta milhões de pessoas, e que todo mundo conhece pelo nome, a nossa famosa INFLUENZA. Apesar de ser uma doença "famosinha", ela possui peculiaridades que muita gente desconhece e que é facilmente prevenível, como vamos ver mais a frente! 

A influenza é uma doença viral aguda que causa epidemias mundiais a cada 2 a 3 anos e que apresenta um grau de gravidade altamente variável. O termo infecção das vias respiratórias superiores (IVRS) é usado quando o agente etiológico é o vírus influenza. (a gripe). 

O vírus dissemina-se facilmente de um hospedeiro para o outro por meio de exposição a gotículas por intermédio de tosse, espirro ou secreções nasais. O vírus é eliminado por cerca de 2 dias antes do aparecimento dos sintomas e durante a primeira parte da fase sintomática. 


A infecção prévia pelo vírus influenza não garante nenhuma proteção contra uma exposição futura. A mortalidade é, provavelmente, atribuível á pneumonia associada (pneumonia viral ou bacteriana sobreposta) e ás exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e redução da função pulmonar.


PREVENÇÃO:

• Vacinação anual contra influenza para todas as pessoas a partir de 06 meses de idade (particularmente indivíduos com alto risco de complicações da influenza, como idosos, crianças e gestantes);
• Manter o ambiente sempre aberto e arejado;
• Lavagem das mãos frequente;
• Evitar aproximar-se de pessoas com sintomas de gripe;
• Abrir janelas de ônibus, sempre que estiverem fechadas;
• Evitar transmitir perdigotos (espirrar no lenço e descarta-lo, espirrar nas mãos e lava-los, evitar espirrar em lugares públicos);
• Aumentar a ingestão de líquidos orais;
• Realizar exercícios aeróbicos de baixa intensidade para criar resistência as mudanças climáticas (natação);
• Procurar ajuda de um médico ou enfermeiro sempre que sentir necessário;

OBS: ESSAS MEDIDAS SÃO IMPORTANTES PARA UMA BOA PREVENÇÃO DE DOENÇAS COMO A DO VÍRUS DA INFLUENZA. O QUE DEVEMOS FAZER É COMPARTILHAR ESSAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS!

Então é isso pessoal, conteúdo bem básico e fundamental para a prevenção de doenças. O livro que utilizei como referência é o manual de enfermagem médico-cirúrgico do BRUNNER & SUDDATH (2016). Então a explicação é bem atualizada e de fácil compreensão para todos, sejam profissionais ou leigos! 

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sexta-feira, 27 de abril de 2018

DOENÇA DE PARKINSON E A ENFERMAGEM: INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS

Bom dia PROFISSIONAIS da SAÚDE!!!!!

Tudo bem com vocês???

Hoje eu estou muito feliz, pois acordei de manhã e fui no sites de ranking de Blogs, e o nosso espaço de enfermagem está em 10º lugar no Ranking de Blog da saúde. Fico muito agradecido pela audiência do blog. E como de costume, vou falar sobre o processo saúde-doença dos clientes acometidos por patologia, mas não é qualquer patologia: Hoje abordaremos a DOENÇA DE PARKINSON!


A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico degenerativo e lentamente progressivo, que afeta os centros cerebrais responsáveis pelo controle e pela regulação do movimento. A forma degenerativa ou idiopática da doença de Parkinson é a mais comum; existe também uma forma secundária com causa conhecida ou suspeita. Na maioria dos casos, a etiologia da doença é desconhecida. No entanto, as pesquisas sugerem diversos fatores causais (p. ex, genética, aterosclerose, infecções virais e traumatismo cranioencefálico). A doença geralmente aparece pela primeira vez na quinta década de vida, e constitui a quartqa doença neurodegenerativa mais comum.


FISIOPATOLOGIA:

A doença de Parkinson está associada a níveis diminuídos de dopamina, em consequência da destruição das células neuronais pigmentadas na substância nigra localizada na região dos núcleos da base do encéfalo. A perda das reservas de dopamina nessa área do encéfalo resulta em mais neurotransmissores excitatórios que inibitórios, levando a um desequilíbrio que afeta o movimento voluntário. A degeneração celular causa comprometimento dos tratos extrapiramidais que controlam as funções semiautomáticas e os movimentos coordenados. As células motoras do córtex motor e os tratos piramidais são afetados. O estresse oxidativo e o acúmulo de proteínas podem contribuir para a morte neuronal.


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

• Tremores em repouso manifestam-se como movimentos unilaterais e lentos do antebraço e da mão e movimento do polegar contra os dedos, como se o cliente estivesse rolando pílulas. Os tremores em repouso aumentam com a concentração e a ansiedade;
• Rigidez muscular;
• Comprometimento do movimento: a bradicinesia;
• Perdas dos reflexos posturais, marcha arrastada e perda do equilíbrio;
• Outros sintomas: sudorese excessiva, rubor paroxístico, hipotensão ortostática, retenção gástrica e urinária, constipação intestinal e disfunção sexual. Alterações psiquiátricas (depressão, demência, delírio e alucinações). Micrografia (escrita em tamanho pequeno), hipocinesia (movimento diminuído), disfonia (fala arrastada, pastosa, baixa e menos audível).


ACHADOS DIAGNÓSTICOS:

História clínica e exame físico;
• Tomografia por emissão de pósitrons (PET) e tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT);
• Resposta ao manejo farmacológico;


TRATAMENTO CLÍNICO:

 Levodopa constitui o agente mais efetivo e a base do tratamento; adiar o início da levodopa o máximo possível para evitar a síndrome de liga-desliga e outros efeitos adversos;
• Agentes anticolinérgicos, para o controle dos tremores e da rigidez;
• Cloridrato de amantadina, um agente antiviral, para reduzir a rigidez, os tremores e a bradicinesia;
• Agonistas da dopamina (pergolida, mesilato de bromocriptina, ropirinol e pramipexol);
• Inibidores da monoamina oxidase (IMAO), para amenizar a degradação da dopamina;
• Inibidores da catecol-O-metiltransferase (COMT), para reduzir as flutuações motoras;
• Medicamentos antidepressivos (tricíclicos, inibidores da recaptação de serotonina);
• Anti-histamínicos, para reduzir os tremores.

TRATAMENTO CIRÚRGICO:

• Estimulação encefálica profunda (EEP) por meio de eletrodos implantados pode ajudar a estimular a liberação de dopamina e bloquear a produção de acetilcolina nas vias nervosas do encéfalo que causam tremores;
• As cirurgias para destruir parte do tálamo (talamotomia e palidotomia estereotáxicas) para interromper vias nervosas são raramente utilizadas na prática atual;
• Transplante de células neurais de tecido fetal de origem humana ou animal, a fim de restabelecer a liberação normal de dopamina, ainda está em fase de pesquisa;



DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM 

• Mobilidade física prejudicada, relacionada com rigidez muscular e fraqueza motora;
• Deficit do autocuidado (alimentar-se, beber, vestir-se, fazer higiene), relacionados com os tremores e o distúrbio motor;
• Constipação intestinal, relacionada com a medicação e a redução da atividade;
• Nutrição desequilibrada, menor do que as necessidades corporais, relacionada com os tremores, a lentidão durante a alimentação, dificuldade de mastigação e a deglutição;
• Comunicação verbal prejudicada, relacionada com a diminuição do volume da fala, dificuldade de mover os músculos faciais e lentidão da fala;

OBS: CADA PACIENTE PODE POSSUIR UM DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM DIFERENTE. CABE AO ENFERMEIRO AVALIAR, REALIZAR O EXAME FÍSICO E HISTÓRIA CLÍNICA PARA DEFINIR O DIAGNÓSTICO CERTO.

PRESCRIÇÃO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM

• Administrar medicamentos, conforme a prescrição médica;
• Realizar o aprazamento das medicações, conforme a necessidade do cliente;
• Planejar juntamente com o cliente, programa progressivo de exercícios diários;
• Incentivar os exercícios posturais para combater á tendência da cabeça e do pescoço a ficar inclinados para a frente e para baixo;
• Incentivar exercícios para mobilidade das articulações;
• Incentivar, orientar e fornecer apoio nas atividades diárias;
• Aumentar o consumo de líquidos; 
• Consumir alimentos com conteúdo moderado de fibras;
• Fornecer uma dieta semissólida com líquidos espessos, que são mais fáceis de deglutir;
• Promover a deglutição e evitar a aspiração, ensinando o cliente a sentar-se ereto durante as refeições;
• Monitorar semanalmente o peso do cliente;
• Encaminha-lo para o nutricionista para definir as necessidades nutricionais do cliente;
• Encaminha-lo para o fisioterapeuta, para definir os melhores exercícios para o cliente;
• Encaminha-lo ao médico, para avaliar a progressão da doença e definir condutas terapêuticas adequadas;
• Auxiliar o médico na avaliação dos medicamentos prescritos;
• Auxiliar o cliente nas atividades de higiene, movimentação, alimentação e medicação;



Existem muitos outros cuidados, isso vai variar de cliente para cliente. Espero que tenham gostado! 

Até a próxima...

quinta-feira, 26 de abril de 2018

ALZHEIMER E A ENFERMAGEM: PRINCIPAIS DIAGNÓSTICOS E PRESCRIÇÕES DE CUIDADOS!

Boa tarde PROFISSIONAIS de SAÚDE!

Tudo bem com vocês?

Hoje vamos apresentar para vocês, uma doença muito conhecidas por milhões de pessoas e que afetam milhares de famílias pelo mundo. Essa doença é bem comum, para ser mais sincero, essa doença é a quinta causa principal de morte de indivíduos idosos (BRUNNER & SUDDATH, 2016). Como  o próprio título nos diz, estamos falando da DOENÇA DE ALZHEIMER.


A doença de Alzheimer é um dos tipos mais comuns de demência, e trata-se de uma doença neurológica degenerativa progressiva e irreversível, que começa de modo insidioso e que se caracteriza por perdas graduais da função cognitiva e por distúrbios no comportamento e afeto. É importante assinalar que o Alzheimer não constitui parte normal do processo de envelhecimento (BRUNNER & SUDDATH, 2016).

Embora a maior situação de risco para o Alzheimer seja a idade crescente, muitos fatores ambientais, nutricionais e inflamatórios também podem determinar se uma pessoa irá sofrer dessa doença cognitiva. O Alzheimer é um distúrbio cerebral complexo, causado por uma combinação de diversos fatores que podem incluir genética, alterações de neurotransmissores, anormalidades vasculares, hormônios de estresse, alterações circadianas, traumatismo cranioencefálico e presença de transtornos convulsivos. (BRUNNER & SUDDATH, 2016).

O Alzheimer se classifica em dois tipos: Familiar ou de início precoce, e a doença de Alzheimer esporádica ou de início tardio.

FISIOPATOLOGIA

Em clientes com DA (doença de Alzheimer), são observadas alterações neuropatológicas e bioquímicas específicas. Essas alterações incluem emaranhados neurofibrilares e placas senis ou neuríticas. Ocorre lesão neuronal principalmente no córtex cerebral, resultando em diminuição do tamanho do encéfalo. 

São encontradas alterações semelhantes no tecido cerebral normal de idosos, porém em menor grau. As células que utilizam o neurotransmissor acetilcolina são afetadas principalmente pela DA. Em nível bioquímico, observa-se diminuição da enzima ativa na produção de acetilcolina, que está especificamente envolvida no processamento da memória.


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

• Esquecimento e perda de memória recente;
• A conversa torna-se difícil, e ocorrem dificuldades em encontrar as palavras;
• As capacidades de formular conceitos e de pensar de modo abstrato desaparecem;
• Comportamento impulsivo inapropriado;
• Alterações na personalidade são evidentes;
• Por fim, o cliente necessita de assistência para a maioria das atividades da vida diária (AVDs), incluindo alimentação e higiene íntima, devido ao desenvolvimento de disfagia e incontinência;
• O estágio terminal pode durar meses ou anos, durante os quais o cliente geralmente fica imóvel e necessita de cuidado total;
A morte costuma ocorrer em consequência das complicações de PNEUMONIA, DESNUTRIÇÃO ou DESIDRATAÇÃO.

ACHADOS DIAGNÓSTICOS:

• História Clínica e Exame físico;
• Tomografia Computadorizada;
• Ressonância Magnética;
• Eletroencefalografia (EEG);
• Exames complementares (hemograma completo, perfil bioquímico e níveis de vitamina B12 e hormônios tireoidianos) e exame do líquido cerebrospinal;



TRATAMENTO CLÍNICO:

• A principal meta consiste no controle dos sintomas cognitivos e comportamentais. Não existe nenhuma cura para a DA. Contudo, vários medicamentos foram introduzidos para retardar a sua progressão. 
• Para os sintomas leves a moderados, os inibidores da colinesterase (ICEs), como o cloridrato de donepezila, tartarato de rivastigmina, bromidrato de galantamina e tacrina, podem melhorar a capacidade cognitiva dentro de 6 a 12 meses de tratamento. Esses medicamentos aumentam a captação de acetilcolina no cérebro, mantendo as habilidades de memória por certo período de tempo. 
• A combinação com memantina também pode ser útil para os sintomas cognitivos leves a moderados.

DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM 

• Confusão crônica relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Risco de lesão relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Nutrição desequilibrada: menor do que as necessidades corporais, relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Intolerância á atividade, relacionada com o desequilíbrio no padrão de atividade-repouso;
• Déficit do autocuidado, banho e higiene íntima, alimentação, ação de vestir-se, relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Conhecimento deficiente relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Processos familiares interrompidos, relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Risco de incontinência urinária, relacionada com o declínio da função cognitiva;
• Risco de integridade tissular cerebral diminuído;

OBS: Os diagnósticos de enfermagem podem alterar, dependendo da pessoa. Por isso, um exame físico detalhado e profundo deve ser realizado em cada paciente.

PRESCRIÇÃO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM

• Administrar medicamentos prescritos, conforme a solicitação médica;
• Proporcionar um ambiente calmo e previsível para reduzir ao mínimo a confusão e a desorientação do cliente;
• Limitar os estímulos ambientais e estabelecer uma rotina regular;
• Ajudar o cliente a ter uma sensação de segurança, falando com ele de maneira calma e agradável e fornecendo explicações claras e simples;
• Evitar quedas ou lesões removendo perigos óbvios;
• Proibir o cliente a conduzir veículos automotores e realizar outras atividades consideradas perigosas (fazer comida, tomar banho sozinha, etc);
• Cortar o alimento em pequenos pedaços para evitar a sufocação do cliente e converter os líquidos em gelatina para facilitar a deglutição;
•  Fornecer apoio emocional constante para reforçar uma autoimagem positiva;
• Auxiliar o cliente na alimentação, no banho e na higiene íntima, em vestir-se e apoia-lo sempre que possível;
• Realizar atividade lúdicas que melhorem a cognição do paciente;


PESSOAL: EXISTEM MUITO MAIS CUIDADOS DE ENFERMAGEM A SEREM FEITOS AO CLIENTE COM ALZHEIMER. OS CUIDADOS VÃO VARIAR DE PESSOA PARA PESSOA. COLOQUEI OS QUE EU ACHEI MAIS IMPORTANTES PARA PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E RECUPERAÇÃO DA SAÚDE. 


Até a próxima....

Úlcera Venosa: guia completo com escala CEAP, tratamento correto e o papel do hidrogel!

A úlcera venosa é uma das feridas crônicas mais comuns, principalmente em idosos, e está diretamente relacionada à insuficiência venosa crô...