sexta-feira, 18 de maio de 2018

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: DICAS IMPORTANTES!

Bom dia PROFISSIONAIS de Saúde!!

Tudo bem com vocês?

Nosso assunto de hoje vai retratar um pouco sobre o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Vejo muitas pessoas perdidas, sem saber por onde começar, modificando o tema várias e várias vezes, sem ter o foco necessário para isso. Eu passei por isso, no meu último ano da faculdade de enfermagem. Eu pensei em diversos temas para fazer, temas pelas quais eu gostava: tentei falar sobre aborto, tentei falar sobre diversas doenças, mas sem ter um foco em específico.

Meu professor na época em que estava iniciando meu TCC, disse que não era um monstro de 7 cabeças como muitos imaginam ou falam. Apenas precisava de tempo para começar a escrever, ou melhor, começar a pesquisar e definir nosso tema de fato. Porém, nessa época em que eu estava começando a fazer meu TCC, também estava estagiando, chegava em casa cansado abeça e meu desempenho no TCC começou a me preocupar. 

Depois de muitas tentativas de definir um tema, próximo a primeira entrega do trabalho, eu finalmente consegui desenvolver algo que eu achei que fosse impossível. Depois do meu professor ter dito NÃO diversas vezes durante meu TCC, falando que NÃO estava certo, que NÃO era um bom tema, que NÃO daria para fazer por conta do número de entrevistados, enfim, depois de vários não, finalmente consegui um SIM. 

Foi então que, depois que aprendi algumas técnicas de elaboração de TCC, eu finalmente consegui dar inicio ao meu TCC, e com o tempo, foi fluindo o assunto, a ponto de eu terminar meu TCC faltando 3/4 meses para o termino do ano. Geralmente, nas graduações de enfermagem, o TCC é elaborado em 01 ano, começando em fevereiro e terminando em dezembro. Eu fui o primeiro da minha turma a terminar meu TCC. 

Claro, depois que eu percebi o que eu realmente tinha que fazer, eu comecei a desenvolver mais rápido meu tema e me dediquei quase que exclusivamente ao meu trabalho, o que me ajudou muito a concluir tão rápido. Durante esse tempo, não estava apenas escutando as dicas do meu orientador (QUE FORAM IMPORTANTES TAMBÉM), mas estava pesquisando no YOUTUBE alguma pessoa experiente no assunto que pudesse me ajudar.

Foi ai que encontrei o AMILTON QUINTELA do TCC SEM DRAMA, ele postou várias dicas importantes de graça no YOUTUBE que me ajudou muito a definir meu tema. Ele ajudou não só eu, como muitas outras pessoas da minha turma de formação. As dicas deles me colocaram na direção da minha aprovação.

Como eu também adquiri experiências com TCC, vou deixar algumas dicas que eu fui aperfeiçoando com o tempo e também algumas dicas que eu não utilizei, porém eu guardo comigo, porque em breve pretendo voltar a faculdade e fazer pós-graduação, mestrado e doutorado, então pretendo seguir todas essas orientações.

Vou deixar as dicas em tópicos como eu gosto de fazer! Abaixo, podemos dizer:

• FOCO, DETERMINAÇÃO E FORÇA DE VONTADE. Precisamos disso tudo para poder dar início ao nosso TCC. 
Não ter preguiça de pesquisar. Realmente, quando o assunto não é de seu gosto, e você escolheu por ser fácil de pesquisar, pode causar uma preguiça sem fim. Até desmotiva.
• Escolher um tema que você tenha AFINIDADE. Não adianta você falar de Pediatria se você gosta de Cardiologia. Defina uma área, depois um tema dentro dessa área.
• Pense no seu Objetivo geral. O que você espera atingir com esse tema? Que tipo de ideia você quer passar para as pessoas? O que você busca pesquisando esse tema?
Não deixe de se divertir por causa do TCC. Realmente, esse trabalho de conclusão de curso toma bastante tempo de sua vida. Não deixa isso estragar suas amizades e relacionamentos. Trabalhe durante a semana para descansar no fim de semana.
Professor disse não? NÃO DESISTA. Muita gente desiste já no primeiro NÃO que recebem. Na verdade, a palavra NÃO me ensinou muitas coisas. Acredito que também possa te ensinar!
EVITE escolher tema que causem POLÊMICA. Caso você futuramente queira publicar sua pesquisa em alguma revista, pode ser que tenha dores de cabeça futuramente.
• Alimente-se sempre que necessário. Não deixe de se cuidar por causa disso.

E se todas essas dicas NÃO derem certo, tenho mais uma dica para você!!!
• Procure professores externos capazes de ajudar você em TCC. O Amilton Quintela é um desses professores que pode te ajudar. O curso dele é bom. Se quiser conhecer mais sobre ele CLIQUE AQUI! 

Então é isso pessoal, até a próxima!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

NOVIDADE PARA OS PROFISSIONAIS DA SAÚDE!!!!!!

BOOOOM DIA PROFISSIONAIS DE SAÚDE!!!!!

Tudo bem com vocês??

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas aos meus leitores, porque não tenho postado as noticias com tanta frequência como antes. Porém, quero deixar bem claro aqui sobre um projeto que estou preparando que creio que vai ser muito especial para muitos dos nossos profissionais de saúde, em especial, a minha amada ENFERMAGEM.

Tenho feito uma pesquisa bem profunda sobre FERIDAS CRÔNICAS, e essa pesquisa nos levou a criação de um e-book para todos aqueles que queiram saber mais sobre o TRATAMENTO e PREVENÇÃO de FERIDAS CRÔNICAS, pelas quais muitos pacientes/clientes possuem essa enfermidade. 

Esse E-book que criei, irá tratar sobre diversos temas, de forma bem "mastigada" e um conteúdo bem rico, que pode ser um livro de consulta no dia-a-dia do profissional. Sendo assim, este e-book não se limita apenas para os estudantes mas também para os nossos profissionais, uma vez que o conteúdo está bem resumido, baseado em artigos atualizados e livros relacionados ao tema.

O tratamento de feridas hoje é uma prática muito aperfeiçoada pela nossa ENFERMAGEM, o que torna este e-book um livro bem importante dentro de nossa área. Como todos nós da enfermagem sabemos, o enfermeiro é o profissional que através da Resolução COFEN nº 0567/2018 no seu artigo segundo diz que é lícito o enfermeiro abrir clínicas/consultórios  de prevenção e cuidados de pessoas com feridas. Para saber mais sobre essa resolução, CLIQUE AQUI!

Então, este e-book vai servir para muitos enfermeiros que pretendem ser autônomos dentro de sua área de atuação, marco importante para a enfermagem no Brasil. Dentro desse nosso e-book, colocamos esses pontos importantes que falarei em tópicos para ser mais breve. Abaixo podemos citar quais assuntos tem dentro deste e-book:

• ANATOMIA/FISIOLOGIA DA PELE;
• CONCEITOS DE FERIDAS CRÔNICAS;
• DETALHAMENTO DO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO;
• FATORES DE RISCO;
• TIPOS DE TECIDOS;
• A ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE LESÕES!
• CURATIVOS: CONCEITOS, MATERIAL E LIMPEZA DE FERIDAS;
• PRINCIPAIS COBERTURAS UTILIZADAS NO TRATAMENTO DE FERIDAS;
• DESBRIDAMENTO DE FERIDAS: CONCEITOS E TIPOS DE DESBRIDAMENTO;
• CUIDADOS COMPLEMENTARES NO TRATAMENTO DE FERIDAS;

Entre outros assuntos é claro. Como podem ver, todos esses tópicos são citados no nosso e-book. O técnico de enfermagem/auxiliar de enfermagem também pode obter conhecimentos sobre o tratamento de feridas, uma vez que, o enfermeiro prescreve os cuidados, o técnico de enfermagem precisa entender todo processo para executar seu serviço, apoiando e até mesmo tirando dúvidas dos enfermeiros ou outros profissionais de saúde envolvidos no cuidado.

Então pessoal, essa é a novidade que tenho para contar para vocês!! Em breve irei colocar um novo tópico sobre como adquirir nosso e-book! Espero poder ajudar o máximo de profissionais possíveis com esse e-book! Vale ressaltar, que todas as pesquisas feitas nesse e-book estão de acordo com a ABNT. Todos os autores foram citados nas referências, preservando seu mérito!!

Até logo amigos!!!


sexta-feira, 11 de maio de 2018

ENFERMAGEM: MITOS E VERDADES!

Boa noite PROFISSIONAIS da SAÚDE!!!

Tudo bem com vocês???

Amanhã, no dia 12 de maio, a enfermagem vai comemorar seu grande dia! Todos nós (Estudantes, técnicos de enfermagem, enfermeiros, obstetrizes) lembramos do nosso dia especial! A enfermagem enquanto ciência promove a qualidade de vida, prevenindo doenças e agravos a saúde, além de estar relacionada com a promoção, proteção e recuperação a saúde humana.

A enfermagem enquanto ciência evoluiu muito nas últimas décadas, e ainda vai evoluir muito mais. Hoje, para alguém se formar em técnico de enfermagem, deve-se entrar no curso regulamentado pelo MEC e estudar no mínimo 1 ano e 8 meses em média. Para ser enfermeiro, a pessoa precisa estudar numa universidade ou faculdade de enfermagem, que tem a duração de 04 a 05 anos em média. O estudo de enfermagem é bem complexo, exigindo do estudante dedicação exclusiva a profissão.

Como amanhã será nosso grande dia, gostaria aqui de desvendar os MITOS E VERDADES que rodeiam nossa profissão. Vale lembrar aqui que os leigos são muito bem vindos a esta matéria, já que decidi escrever justamente para eles. Realmente, o número de pessoas que não entende nossa profissão ainda é muito, então, atendendo a todos esses questionamentos e dúvidas sobre nossa profissão, venho aqui desvendar todos os mitos e dizer a verdade!

ENFERMEIRO É AUXILIAR DO MÉDICO?

Essa pergunta fere todos os enfermeiros do BRASIL e acredito que do MUNDO também. É incrível que muitos leigos e até mesmo os profissionais de saúde que não são enfermeiros tem esse pensamento sem lógica nenhuma. Para começar a responder essa pergunta, já falo que a resposta é um belíssimo NÃO. Mas por quê não? 
Simples, o enfermeiro está no mesmo nível que o profissional médico dentro da hierarquia de uma instituição hospitalar. Trabalhamos juntos, mas nosso foco é totalmente diferente, não existe submissão de uma profissão com outra, e sim desinformados que acham que existe subordinação. O médico é o profissional que estudou para diagnosticar doenças e prescrever o tratamento dessas doenças. O enfermeiro estudou para diagnosticar problemas de saúde e riscos e prescrever cuidados de enfermagem específicos para cada problema. Acredito que esse pensamento de que o enfermeiro é auxiliar do médico vem do fato de que o médico prescreve o medicamento e o enfermeiro administra o medicamento prescrito, acatando uma ordem médica.
Para os desavisados, o enfermeiro antes de acatar uma prescrição médica, ele precisa avaliar qual é a indicação, contra indicação, complicações e determinar se essa prescrição é segura para o paciente. Caso não seja segura, o enfermeiro suspende o ato, comunica ao médico e comunica a sua equipe de enfermagem sobre o fato. Temos total autonomia de rejeitar uma prescrição médica, com base científica para tal.

ENFERMAGEM É PARA QUEM NÃO PASSOU EM MEDICINA!

Essa afirmação podemos colocar em evidência, tanto como um MITO, quanto como VERDADE. Por quê? Então, realmente existem pessoas que não conseguiram passar em medicina e acabou entrando na faculdade de enfermagem por achar que é uma profissão "próxima" da medicina. Quando essas pessoas entram na enfermagem, elas se deparam com uma realidade totalmente diferente daquelas expectativas, o que acaba frustrando essas pessoas.
A enfermagem possui dois lados: o lado voltado ao corpo humano, sua biologia, bioquímica e tudo relacionado ao cuidado desse ser humano. E também temos o lado burocrático, onde o enfermeiro aprende sobre administração, auditoria, gestão e controle de pessoas, o que o torna um profissional de saúde administrativo. Na nossa grade, durante nossa formação, somos capacitados e qualificados a trabalhar com toda a questão burocrática que rodeiam o cuidado do indivíduo. 
Na grade da medicina, vemos um foco totalmente voltado ao ser humano, tendo poucas matérias relacionadas a questão burocrática. O médico possui um conhecimento muito grande do corpo humano, seu processo de saúde-doença e os métodos terapêuticos que visam a cura dessas doenças, mas o foco administrativo é bem deficiente na graduação em medicina.
Quem faz enfermagem e quer a enfermagem, terá muito sucesso na carreira, pois o indivíduo já entra na faculdade sabendo o que vai estudar. Posso dizer que nós enfermeiros somos felizardos em ter o conhecimento do corpo humano, seu processo saúde-doença e também ter o conhecimento administrativo/burocrático que rodeiam todo o serviço de saúde. 

ENFERMAGEM É UMA PROFISSÃO DESVALORIZADA?

Essa pergunta não é um MITO, e sim uma VERDADE infelizmente. No Brasil, a enfermagem é muito desvalorizada. São jornadas longas de trabalho, com remunerações abaixo do recomendado, e isso afeta muito nossos profissionais no sentido psicossocial dele. Lidamos com a vida e a morte todos os dias, cuidados integralmente do paciente, defendemos e protegemos nossos clientes, e o que recebemos em troca? Noites mal dormidas, salários muito curtos, e uma jornada de trabalho bastante exaustiva.
Em comparação com outras profissões da saúde, o enfermeiro em especial, é muito visto como um profissional de menor escala, quando comparados com médicos, fisioterapeutas e nutricionistas. É muito triste isso, já que temos conhecimentos clínicos bem importantes que SALVAM VIDAS todos os dias e que mesmo assim é vista dessa forma.
O enfermeiro Chefia setores de hospitais, coordena o trabalho da equipe, monitora os pacientes 24 horas, realiza intervenções específicas em situações com risco de morte, se tornam diretores de serviços de saúde, e mesmo assim é visto como um profissional pequeno. Nossa realidade é assim!

BOM, ESSAS SÃO OS 3 PRINCIPAIS MITOS E VERDADES SOBRE NOSSA PROFISSÃO. EXISTEM MUITO MAIS, PORÉM ESSAS SÃO AS MAIS IMPACTANTES. TRISTE VER NOSSA SITUAÇÃO. MAS SOMOS FELIZES POIS NO FINAL, O PACIENTE SE RECUPERA E OS MELHORES ENFERMEIROS SÃO LEMBRADOS POR ELES! SE VALE APENA FAZER ENFERMAGEM? COM CERTEZA! 

Até logo!!!

ENFERMAGEM: HISTÓRIA DE FLORENCE NIGHTINGALE!

Boa noite PROFISSIONAIS de SAÚDE!!!

Tudo bem com vocês???

Hoje vamos falar sobre a nossa amada ENFERMAGEM, porém de uma maneira muito especial! No dia 12 de maio, todos os profissionais de enfermagem comemoram seu grande dia, relembrando o nascimento de nossa amada e querida FLORENCE NIGHTINGALE.  Florence Nightingale (1820-1910) foi uma destacada enfermeira inglesa. Criou a primeira Escola de Enfermagem da Inglaterra no Hospital Saint Thomas, em Londres. Recebeu a Ordem do Mérito, em 1901, durante a era Vitoriana.



Florence Nightingale (1820-1910) nasceu em Florença, na Itália, no dia 12 de maio de 1820, na época em que seus pais residiam na Itália. Filha do milionário William Shore Nightingale foi aluna do King’s College de Londres. Em uma viagem ao Egito, visitando hospitais, despertou sua vocação para a enfermagem, apesar de na época não ser uma atividade digna.
Na Inglaterra, iniciou seu aprendizado, repartindo o tempo entre aulas de anatomia e visitas ao hospital do distrito. Em 1851, aventurou-se na Alemanha, para frequentar a Escola de Enfermagem Fliedner, onde viveu sua primeira experiência como profissional entre as religiosas protestantes de Kaiserswerth.
Em 1856, Florence Nightingale retornou à preconceituosa Londres. Foi então indicada para a superintendência de um hospital de caridade. Em 1854, surgiu a oportunidade para Florence seguir para o hospital militar inglês em Scutari, que atendia os feridos anglo-franceses na Guerra da Criméia, onde os soldados morriam vítima da cólera e do frio.
Com uma pequena equipe, com os equipamentos necessários e com um trabalho árduo, mesmo contra a negligência dos médicos militares, o ambiente tornou-se propício para atender aos enfermos. A dedicação que devotava aos doentes reduziu drasticamente as mortes no hospital militar. Era chamada “a dama da noite”, pois percorria todas as enfermarias com uma lanterna.
Na volta à Inglaterra, Florence foi recebida com festejos, mas sem saúde. Mesmo assim, ainda trabalharia muito na criação de escolas de enfermagem e na reforma sanitária dos hospitais militares e quarteis, onde soldados morriam, mesmo em tempo de paz. Apesar do estímulo recebido da Rainha Vitória, a oposição do Ministério da Guerra persistia, pois não via sentido essas ideias em tempo de paz.
Para esclarecer a opinião pública, e mobilizá-la em seu favor, em 1858, Florence escreveu dois livros: “Administração Hospitalar do Exército” e “Comentários sobre Questões Relativas à Saúde”. Com as contribuições necessárias, as reformas foram realizadas e um hospital foi construído. Em 1860, Florence viu nascer a Escola de Enfermagem do Hospital Saint Thomas, em Londres. Com o trabalho reconhecido, em 1883, Florence recebeu da rainha Vitória, a Cruz Vermelha Real, e em 1901, se tornou a primeira mulher a receber a Ordem do Mérito.
Florence Nightingale faleceu em Londres, Inglaterra, no dia 13 de agosto de 1910.
Fonte: Clique Aqui!
Então pessoal, como podem ver, a Florence contribuiu demais em tudo que vemos hoje em dia nos hospitais. A enfermagem foi crescendo após a contribuição dela, tanto no contexto do número de pessoas, quanto no quesito de ciência. Florence revolucionou a ENFERMAGEM. Todos nós (Enfermeiros, Técnicos de enfermagem, estudantes) devemos agradecer muito e respeitar muito o nome da Florence!

terça-feira, 8 de maio de 2018

ENFERMEIROS REALIZAM DIAGNÓSTICOS??

Bom dia PROFISSIONAIS de SAÚDE!!!!

Tudo bem com vocês???

Para começar nosso dia, vamos responder a um questionamento que muitos dos nossos colegas da saúde não sabem e que muitos leigos também não fazem ideia do que os ENFERMEIROS são capazes de fazer. Essa pergunta pode gerar certa polêmica já que, quando se fala em diagnóstico, muitos pensam ser um diagnóstico de doenças, e não é bem assim!!!

Antes de responder essa pergunta, quero lembrar a vocês aqui que a ENFERMAGEM é a PRINCIPAL ciência responsável pelo cuidado ao ser humano. Para cuidar de uma pessoa de forma eficaz e com embasamento científico, o ENFERMEIRO estuda no mínimo 04/05 anos numa universidade ou faculdade. Cabe ressaltar aqui, que é um estudo complexo que exige muito tempo de dedicação e força de vontade para ser um enfermeiro.

Agora vamos ao que interessa: ENFERMEIROS PODEM FAZER DIAGNÓSTICO? 

Resposta: SIM e NÃO 👀

Não entendeu? Vou explicar por que podemos e não podemos diagnosticar.

A começar pelo NÃO, vou explicar rapidamente sobre isso. Os enfermeiros estudam patologia geral, microbiologia, biologia celular e molecular, bioquímica, farmacologia, clínica médica, anatomia básica e aplicada, fisiologia humana, genética, fundamentos de enfermagem I e II, exames complementares, entre outras matérias na faculdade para entender o processo saúde-doença do ser humano. Estudamos doenças, porém, não para ser diagnosticadas, mas para saber o que essa doença causa na pessoa e como podemos amenizar o sofrimento daqueles portadores de doenças.
Não é lícito o profissional de enfermagem abrir uma clínica/consultório para realizar DIAGNÓSTICO NOSOLÓGICO, sendo esta atribuição EXCLUSIVA dos profissionais MÉDICOS. Porém, contudo, entretanto, os enfermeiros, dentro de uma instituição de saúde, compondo uma equipe de saúde, pode realizar consulta de enfermagem e prescrição de medicamentos previamente estabelecidos, ou seja, o ENFERMEIRO, com seu conhecimento técnico-científico, irá realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares, definir um diagnóstico e prescrever medicamentos que foram PREVIAMENTE ESTABELECIDOS por instituições de saúde. 

O COFEN colocou uma nota de esclarecimento em 2011 sobre a veiculação de informações infelizes disseminadas por outros conselhos (medicina, odontologia e farmácia) a respeito desse assunto. Para saber mais CLIQUE AQUI!

Agora vamos ao SIM. Os enfermeiros, por meio de seus estudos clínicos dentro de uma faculdade, aprenderam durante todos aqueles anos, a realizar os DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM. Diferentemente do diagnóstico de doenças, o diagnóstico de enfermagem é um julgamento clínico sobre uma resposta humana a condições de saúde/processos de vida, ou uma vulnerabilidade a tal resposta, de um indivíduo, família, um grupo ou comunidade.
Os enfermeiros diagnosticam problemas de saúde, estados de risco e disposição para promoção da saúde. Muito difícil da sociedade em geral entender todo esse processo que o enfermeiro realiza. É muito comum leigos e até mesmo profissionais de saúde confundir os diagnósticos de enfermagem com o diagnóstico médico, sendo eles bem distintos e ao mesmo tempo complementares.

A diferença é bem clara: Os diagnósticos médicos lidam com apenas com a doença, enfermidade ou lesão. Os diagnósticos de enfermagem trata as respostas humanas reais ou potenciais a problemas de saúde e processos de vida. Um exemplo bem claro para diferenciar tudo isso segue abaixo:

Diagnóstico médico: ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL.

Esse diagnóstico dá origem a informações sobre a patologia do paciente acometido por ela.

Diagnósticos de Enfermagem: Comunicação verbal prejudicada, Risco de quedas, processos familiares interrompidos, dor crônica e impotência.

Esses diagnósticos de enfermagem oferecem uma compreensão mais integral do impacto daquele AVC no paciente e na família, além de nos orientar a realizar as PRESCRIÇÕES DE CUIDADOS. Uma outra dúvida que já quero tirar logo é essa: O DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM não precisa de um DIAGNÓSTICO MÉDICO para ser realizado. O diagnóstico de enfermagem é independente, o que nos dar uma autonomia do planejamento do cuidado. Esse exemplo citado aqui em cima foi para que fique mais fácil a compreensão da nossa ciência!!


Espero ter esclarecido tudo. Utilizei como referência o livro de Diagnósticos de enfermagem da NANDA (2015-2017).

segunda-feira, 7 de maio de 2018

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

Boa tarde PROFISSIONAIS da SAÚDE!!!

Tudo bem com vocês??


Para começar nossa segunda feira com o pé direito, vamos abordar um tema muito discutido no nosso meio, um tema que quebra paradigmas e pensamento de diversos autores de livros e artigos científicos de diversas profissões que lidam diretamente com essa patologia em específico. Hoje iremos discutir sobre o INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO e determinar os principais CUIDADOS DE ENFERMAGEM que devemos ter com o paciente acometido por essa doença. 



De acordo com BRUNNER & SUDDATH (2016) a síndrome coronariana aguda (SCA) é uma situação de emergência caracterizada por início abrupto de isquemia miocárdica, que irá resultar em morte das células miocárdicas se intervenções efetivas não forem realizadas imediatamente. Essa condição se configura como emergência cardiovascular e requer um atendimento médico e de enfermagem específico e adequado.



FISIOPATOLOGIA:

Na ANGINA INSTÁVEL ocorre redução do fluxo sanguíneo em uma artéria coronária, frequentemente em decorrência da ruptura de uma placa aterosclerótica. Trata-se de uma situação aguda que pode resultar em dor torácica e outros sintomas, sendo, algumas vezes, designada como angina pré-infarto, visto que o cliente, provavelmente, sofrerá IAM se não forem efetuadas intervenções imediatas.
No caso do IAM, a ruptura da placa e a formação subsequente de trombo resultam em oclusão completa da artéria, levando a isquemia e necrose do tecido miocárdico suprido por essa artéria. Outras causas de IAM incluem vasospasmo de uma artéria coronária, diminuição do suprimento de oxigênio e demanda aumentada de oxigênio. Um IAM pode ser definido pelo tipo, pela localização da lesão na parede ventricular, ou pelo momento no tempo durante o processo do infarto.


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

👉 Dor torácica que surge subitamente e que continua, apesar do repouso e da medicação;
👉 Dispneia (falta de ar);
👉 Indigestão;
👉 Náusea e ansiedade;
👉 Pele fria, pálida e úmida;
👉 Frequência cardíaca e respiratória pode ser mais rápida que o padrão normal;
👉 Dor lombar, dor no estômago, fadiga e formigamento nas pernas constituem sintomas atípicos;

ACHADOS DIAGNÓSTICOS:

👉 História Clínica e exame físico cardiovascular;
👉 ECG de 12 derivações;
👉 Ecocardiograma;
👉 Enzimas e biomarcadores cardíacos;

TRATAMENTO CLÍNICO:

👍 Morfina para dor e desconforto;
👍 Oxigenioterapia;
👍 Nitroglicerina para causar vasodilatação e aumentar o aporte de oxigênio;
👍 AAS (ácido acetilsalicílico), heparina, para evitar a formação de coágulos;
👍 Betabloqueadores para arritmias;
👍 Trombolíticos;
👍 Cateterismo cardíaco (Intervenção coronariana percutânea);
👍 Bypass da artéria coronariana;

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

👍 Realizar ECG o mais rápido possível;
👍 Realizar acesso venoso e mante-lo salinizado;
👍 Realizar oxigenioterapia conforme prescrição médica ou de enfermagem;
👍 Posicionar o cliente em Fowler 45º;
👍 Orientar o paciente a realizar respiração profunda;
👍 Avaliar os sinais vitais com frequência;
👍 Manter o cliente em repouso no leito;
👍 Realizar o balanço hídrico para avaliar a sobrecarga hídrica;
👍 Oferecer dieta hipossódica e hipocalórica;
👍 Monitorar possíveis complicações avaliando: Os sinais vitais, os exames laboratoriais, estado de consciência, bulhas cardíacas, dor torácica, estado respiratório, débito cardíaco, etc..

É MUITO TRABALHO PARA A EQUIPE DE SAÚDE QUE IRÁ TRATAR UM PACIENTE COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO. REALMENTE PRECISA DE ESTUDOS PROFUNDOS E CONHECIMENTOS CLÍNICOS APURADOS PARA OFERECER A MELHOR ASSISTÊNCIA.

Até a próxima...

sexta-feira, 4 de maio de 2018

LÍDER OU CHEFE? QUAL É O MELHOR?

Boa tarde PROFISSIONAIS da Saúde!!!

Tudo bem com vocês?

Para nossa matéria de hoje, vou abordar um assunto que é mais voltado para os profissionais que exercem atributo de líder ou chefe dentro de uma instituição, em especial, da saúde. Em geral, dentro de uma instituição de saúde, médicos e enfermeiros exercem essa função de líder da equipe! O líder basicamente é aquele que lidera um grupo, é aquele em que o grupo tem mais empatia e se torna um ícone para seguir ou ser seguido.


É importante ressaltar aqui que o líder de saúde precisa ter conhecimentos bem profundos, não só de questões ligados a saúde humana, mas também de gestão e controle de pessoal. A enfermagem é uma ciência que estuda não só as necessidades humanas, mas também sua relação multiprofissional e interpessoal com os colegas que trabalham ao seu lado. Existe uma diferença muito grande de chefe e líder!

O CHEFE

De acordo com o dicionário Aurélio, o chefe é uma peça honrosa no terço superior do escudo, funcionário ou empregado que dirige um serviço, diretor, cabeça principal, soldado que, em cada fila, está a frente. Nos termos populares, o chefe é o profissional que coordena um grupo de pessoas ou equipe. Dentro da Enfermagem, existem enfermeiros chefes de equipe e de setores diversos dentro de um ambiente de saúde. Geralmente o chefe é o mais "odiado", pois as atitudes dele só impõe medo e desconfiança, o que pode ser prejudicial para o trabalho de direção.


O LÍDER

Ainda segundo o dicionário Aurélio, o líder é aquele que lidera determinado setor de atividade ou uma competição. É uma pessoa que exerce influência sobre o comportamento, pensamento ou opinião dos outros. O líder dirige um serviço. Nos termos populares, o líder tem a função de conduzir pessoas, grupos ou equipes, seja onde for. O líder trabalha junto com os seus liderados para alcançar a meta. Geralmente o defeito do líder é acabar se deixando levar pela equipe ou grupo, trazendo injustiça para certas pessoas durante um conflito em que o líder precise resolver.


MINHA OPINIÃO REFERENTE AOS DOIS!!

Acredito que todos os profissionais que exerçam a função de coordenação e direção de um ambiente hospitalar ou de qualquer outro ambiente precisa ter os dois atributos. Não basta ser unicamente chefe ou ser unicamente líder. O líder costuma ter mais influência numa equipe enquanto que o chefe costuma ter mais respeito. Portanto, determinados momentos, é importante ter essas duas qualidades. 

Particularmente falando a respeito de um enfermeiro líder/chefe de uma equipe de enfermagem, ele precisa ser atencioso, deter conhecimentos clínicos e de gestão de saúde, ter sabedoria para mediar conflitos e aprender a respeitar e educar sua equipe em saúde. O enfermeiro líder ou chefe deve conhecer e trabalhar em conjunto com sua equipe. Não basta só ficar sentado na frente da mesa, como meus colegas apelidam, de "enfermesa", mais do que isso, é preciso saber trabalhar em equipe e ter um bom diálogo com seus colegas.

Segue algumas dicas para ser um bom líder/chefe:

👍 Ter sabedoria para tomar decisões imediatas e sérias;
👍 Ter bom relacionamento interpessoal, intersetorial e multidisciplinar;
👍 Saber mediar conflitos sem beneficiar um ou outro;
👍 Procurar atender as necessidades do contratante do serviço;
👍 Evitar ser beneficiado por um serviço seu;
👍 Ouvir os questionamentos da sua equipe e fazer o que é necessário;
👍 Atender as necessidades do seu pessoal, sem afetar direta ou indiretamente o contratante;
👍 Evitar obter vantagens em cima de decisões tomadas;
👍 Ensinar sempre sua equipe, isso é FUNDAMENTAL;



REFERÊNCIA

DE GARCIA, Bianca Lessa et al. RELAÇÃO ENTRE LIDERANÇA E VÍNCULOS PROFISSIONAIS: PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS. Revista de Pesquisa em Saúde, v. 18, n. 2, 2018.

Conteúdo bem prático e simples que podem ajudar vocês no dia-a-dia!!! Até a próxima!!

Úlcera Venosa: guia completo com escala CEAP, tratamento correto e o papel do hidrogel!

A úlcera venosa é uma das feridas crônicas mais comuns, principalmente em idosos, e está diretamente relacionada à insuficiência venosa crô...