As Skin Tears, também conhecidas como lesões por fricção, estão entre as feridas mais subestimadas da prática clínica — e, paradoxalmente, entre as que mais evoluem mal quando não recebem manejo adequado desde o início.
Comuns em idosos, pacientes hospitalizados, acamados ou com pele frágil, essas lesões exigem olhar clínico apurado, tomada de decisão rápida e escolha correta da cobertura. Tratar Skin Tears como “apenas um machucado” é um erro que pode custar caro para o paciente e para o profissional.
O que são Skin Tears?
Skin Tears são feridas traumáticas causadas por fricção, cisalhamento ou pequenos impactos, resultando na separação parcial ou total das camadas da pele. Diferente de outras lesões, elas ocorrem mesmo com forças mínimas, especialmente em peles vulneráveis.
São altamente prevalentes em:
Idosos com pele fina e ressecada
Pacientes em uso de corticoides ou anticoagulantes
Pessoas com mobilidade reduzida
Ambientes hospitalares e instituições de longa permanência
A fragilidade cutânea associada ao envelhecimento e às comorbidades transforma um simples atrito em uma ferida com alto risco de complicação.
Por que as Skin Tears cicatrizam mal?
A dificuldade de cicatrização está relacionada a fatores como:
Redução da elasticidade e resistência da pele
Diminuição do colágeno e da vascularização
Maior risco de sangramento e infecção
Manejo inadequado logo nas primeiras horas da lesão
Além disso, intervenções erradas — como limpeza agressiva, remoção inadequada de retalhos cutâneos ou escolha incorreta da cobertura — podem ampliar a lesão e prolongar o tempo de cicatrização.
Classificação e avaliação: passo essencial no tratamento
Reconhecer o tipo de Skin Tear é fundamental para definir a conduta correta. A avaliação deve considerar:
Presença ou não de retalho cutâneo
Viabilidade do tecido
Grau de sangramento
Condição da pele ao redor
Essa análise orienta desde a forma de limpeza até a escolha da cobertura mais segura para proteger a lesão e favorecer a cicatrização.
Tratamento de Skin Tears: onde muitos erram
O tratamento das lesões por fricção deve priorizar:
Preservação máxima do tecido viável
Manutenção de ambiente úmido controlado
Proteção contra novos traumas
Conforto e redução da dor
É exatamente nesse ponto que o conhecimento técnico em tratamento de feridas e coberturas faz toda a diferença. Condutas empíricas ou padronizadas, sem avaliação individualizada, aumentam o risco de infecção, necrose e cronificação.
O papel do hidrogel nas Skin Tears
O hidrogel é uma cobertura amplamente utilizada no manejo de lesões cutâneas, inclusive em Skin Tears, quando bem indicado.
Na prática clínica, ele pode auxiliar em situações como:
Lesões com pele ressecada ou desidratada
Necessidade de hidratação do leito da ferida
Preservação de retalhos cutâneos viáveis
Redução do trauma durante as trocas de curativo
Promoção de um ambiente favorável à cicatrização
O benefício do hidrogel está na hidratação controlada e na proteção do tecido, desde que faça parte de uma estratégia terapêutica bem definida.
Skin Tears não são feridas simples — são feridas estratégicas
Quando manejadas corretamente desde o início, as Skin Tears podem cicatrizar rapidamente. Porém, quando negligenciadas, tornam-se portas de entrada para infecção, dor persistente e piora funcional, especialmente em pacientes idosos.
O diferencial está na decisão clínica — e não apenas no produto utilizado.
Assista ao vídeo e consolide o raciocínio clínico
Para complementar este conteúdo, preparei um vídeo prático sobre Skin Tears, onde explico:
Como identificar corretamente a lesão por fricção
Erros comuns no manejo inicial
Pontos-chave que definem a evolução da ferida
🎥 Assista ao vídeo abaixo e observe, na prática, como pequenas decisões mudam completamente o desfecho da lesão.
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